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Atualizado às: 06 de agosto, 2008 - 19h27 GMT (16h27 Brasília)
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Presidente da Bolívia diz que oposição é 'egoísta' por rejeitar referendo

O presidente da Bolívia, Evo Morales
Votação vai decidir se Morales e governadores mantêm poder
O presidente da Bolívia, Evo Morales, chamou nesta quarta-feira de "egoístas" aqueles que se opõem ao referendo revocatório que será realizado neste domingo para decidir sobre a permanência ou não no poder do líder boliviano, do vice e dos governadores de oito dos nove departamentos (equivalentes a Estados) do país.

"Alguns antipatriotas, egoístas, tentaram frear esse processo de mudanças. Mas quero dizer que esse processo de mudanças se aprofunda e avança", disse Morales.

"Este referendo é para que a gente se submeta à prova popular. Mas alguns não querem se submeter a este exame e somente ao império", afirmou o presidente, referindo-se à oposição e aos Estados Unidos.

A oposição, que governa seis dos nove departamentos bolivianos, não reconhece a realização do referendo deste domingo.

As declarações do presidente foram feitas em um discurso no balcão do palácio presidencial, em La Paz, para marcar o aniversário de 183 anos da fundação da república boliviana.

Originalmente, o discurso seria realizado em Sucre, capital constitucional e histórica do país, mas violentos protestos na cidade levaram o governo a mudar os planos.

Os protestos também levaram o vice-presidente, Álvaro García Linera, a suspender outra cerimônia de comemoração, que seria realizada no Congresso Nacional em Sucre.

Igreja

Nesta quarta-feira, bispos da Igreja Católica fizeram apelo pela paz em suas homilias em La Paz e Tarija.

"Queremos a paz e a unidade do povo boliviano", disse um deles.

Na véspera, a cúpula da Igreja Católica na Bolívia havia divulgado um comunicado na mesma linha.

Na terça-feira, dois mineiros morreram na localidade de Caihuasi, quando a polícia tentou desbloquear a estrada que liga os departamentos de Cochabamba, Oruro e La Paz.

Os enfrentamentos, com paus e pedras, deixaram também mais de 40 feridos.

As vítimas serão sepultadas nesta quinta-feira, em um clima de tensão crescente em vários pontos do país.

Estima-se que cerca de 42 pessoas morreram em choques na Bolívia nos últimos dois anos e meio.

Nesta quarta-feira, várias estradas continuam bloqueadas e são realizadas manifestações de várias categorias e por diferentes revindicações.

Ataque

Na terça-feira à noite, o carro do ministro da Presidência, Juan Ramón Quintana, homem forte do governo Morales, foi atacado a tiros por motociclistas na localidade de Trinidad, no departamento de Beni, onde ele participava de uma reunião para organizar o fechamento da campanha eleitoral nesta quarta-feira.

Quintana não estava no veículo no momento do ataque. "Não sabemos quem foram os responsáveis, mas sabemos que estes atuam com a mentalidade criminosa que se vê aqui em Beni", disse, segundo a agência de notícias Red Erbol.

Beni é um dos quatro dos nove departamentos que aprovaram, neste ano, a autonomia política e econômica do governo central.

Essas votações, lideradas pelos governos de oposição, foram realizadas contra a autorização da Corte Nacional Eleitoral e do governo de Morales.

O presidente da Bolívia, Evo Morales. Bolívia
Oposição faz greve de fome a dias do referendo.
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