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Irã não cede em programa nuclear, diz presidente | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse neste sábado que seu país não vai recuar "nem um milímetro" em seu programa nuclear. "Em qualquer negociação da qual participarmos... será de modo inequívoco tendo em vista a concretização do direito nuclear do Irã, e a nação iraniana não vai recuar um milímetro em seus direitos", disse o presidente, em uma declaração publicada em sua página na internet. As declarações de Ahmadinejad foram feitas após uma reunião com o presidente da Síria, Bashar al-Assad, que está em visita de dois dias à capital iraniana, Teerã, e também no dia em que vence um prazo não-oficial para que o país respondesse a uma proposta para interromper seu programa nuclear. O prazo foi dado há duas semanas, em uma reunião em Genebra, na Suíça, entre o principal negociador do programa nuclear do Irã, Saeed Jalili, e representantes de países ocidentais, entre eles o subsecretário de Estado americano, William Burns. Sanções A proposta exigia que o Irã suspendesse seu programa de enriquecimento de urânio. Em troca, não seriam impostas novas sanções ao país. Essa proposta havia sido apresentada pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Rússia e China) e a Alemanha. O Conselho de Segurança já impôs três rodadas de sanções contra o Irã por causa de seu programa nuclear. Em sua declaração, Ahmadinejad disse que acordos internacionais significam que o Irã, assim como qualquer outro país, tem o direito de enriquecer urânio e ter energia nuclear. Antes das decalarações de Ahmadinejad, o ministro de Relações Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, havia pedido, em uma entrevista à revista Der Spiegel, que o Irã desse uma "resposta clara" à proposta oferecida pela comunidade internacional e "parasse de brincar". O Irã vem se recusando a interromper seu programa de enriquecimento de urânio, apesar da pressão internacional. Os Estados Unidos e outros países do Ocidente temem que o Irã, sigilosamente, tente desenvolver uma bomba nuclear, e por isso exigem o fim do programa iraniano. No entanto, Ahmadinejad diz que o programa nuclear tem fins pacíficos e é um direito do povo iraniano. Presidente da Síria No mês passado, em visita à França, o presidente da Síria havia prometido ao presidente francês, Nicolas Sarkozy, que usaria suas ligações com o Irã para ajudar a resolver a disputa sobre o programa nuclear iraniano. Segundo o correspondente da BBC em Teerã, Jon Leyne, é pouco provável que Assad consiga persuadir Ahmadinejad a cumprir as exigências dos países ocidentais. Conforme Leyne, no momento em que Israel e Síria mantêm negociações indiretas de paz, é mais provável que a visita de Assad tenha o objetivo de reasegurar Teerã da aliança entre a Síria e o Irã. |
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