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Atualizado às: 01 de agosto, 2008 - 09h47 GMT (06h47 Brasília)
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Esquartejamento de garota em Goiânia é destaque em jornais britânicos
Cara Maria Burke com o acusado por seu assassinato, Mohamed D'Ali dos Santos
Jornais destacaram caso em versões impressas e na internet
O caso da garota britânica de 17 anos assassinada e esquartejada em Goiânia repercutiu nesta sexta-feira na imprensa britânica.

Versões impressas dos principais jornais do país acionaram seus correspondentes no Brasil e seus repórteres de polícia em Londres, e a foto de Cara Marie Burke foi estampada na homepage de alguns dos sites.

O jornal The Times procurou a família de Cara, que informou ao jornal que o crime poderia ter sido evitado se ela tivesse voltado à Grã-Bretanha duas semanas antes, como planejado. A viagem só não foi possível porque Cara teria se machucado em um acidente a caminho do aeroporto, disse a família ao jornal.

Segundo o jornal, a mãe de Cara, viúva e mãe de três filhos, estava a caminho do Brasil e "muito estressada" para conversar com a imprensa.

O The Daily Telegraph informou que a tatuagem que levou ao reconhecimento da garota portava a inscrição "Mum", ou mamãe. De acordo com a reportagem assinada de São Paulo, o adorno foi visto por uma amiga em Londres que assistia a um canal internacional brasileiro.

O diário The Independent destacou que Cara já havia visitado o Brasil duas vezes – ela gostava do país e de futebol, tendo inclusive participado da equipe feminina do Chelsea, um dos principais times de futebol londrinos.

O corpo desmembrado de Cara foi encontrado em uma mala, do qual a polícia ainda procura a cabeça e os membros. Mohamed D’Ali Carvalho dos Santos, 20, com quem ela dividiu um apartamento – a polícia ainda tenta estabelecer se houve uma relação amorosa entre os dois – confessou o crime.

Em uma entrevista à BBC, entretanto, ele evitou assumir a autoria do crime.

Descrito pela imprensa britânica como traficante de pequeno porte, o brasileiro contou à polícia que matou a garota porque ela ameaçara revelar à sua família que ele estava envolvido com as drogas.

"Ele é um verdadeiro sociopata. A maneira como matou Cara e desmembrou seu corpo revela uma terrível crueldade", disse ao jornal The Guardian o policial que conduz as investigações, Jorge Moreira.

Os repórteres do jornal no Rio e em Londres dizem que a morte foi a 38ª em Goiânia, "uma ex-cidade rural que enfrenta problemas crescentes de homicídio e drogas".

Tablóides

A trágica história também foi parar na capa dos tablóides britânicos.

Dedicando duas páginas ao caso, o The Sun publicou uma foto de Cara usando a camisa da seleção brasileira de futebol, junto com outras do arquivo da família, da faca usada no crime e da mala onde o torso dela foi encontrado.

O jornal diz que falou por telefone com Mohamed D’Ali, que estava em sua cela e disse ter "mentido" ao confessar o crime às autoridades brasileiras.

Estampando a foto de Cara em sua capa, o Daily Mail ressaltou as palavras de uma porta-voz da polícia goiana, segundo a qual Mohamed D’Ali dos Santos "não expressou nenhum tipo de remorso" pelo assassinato.

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