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Atualizado às: 31 de julho, 2008 - 22h06 GMT (19h06 Brasília)
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Cadeira de rodas 'pode prejudicar recuperação de danos à medula'
Cadeira de rodas
Depender demais da cadeira pode ser prejudicial, sugere estudo
Pacientes que sofreram danos à medula espinhal podem ter mais chances de recuperação se forem encorajados a se exercitar mais e ficarem menos dependentes de uma cadeira de rodas, sugere um estudo realizado por pesquisadores americanos e objeto de uma reportagem da revista New Scientist.

Segundo a reportagem da New Scientist, os pesquisadores chegaram a essa conclusão depois de observar que ratos feridos que foram amarrados a "cadeiras de rodas" minúsculas recuperaram menos funcionamento das patas do que aqueles que não receberam o instrumento.

"Os nossos dados sugerem que o uso de cadeiras de rodas definitivamente prejudica a recuperação em ratos e, pela lógica, isso também poderia se aplicar aos humanos", disse o pesquisador David Magnuson, do Centro de Pesquisa de Ferimentos da Medula Espinhal da Universidade de Louisville.

De acordo com a reportagem, parece existir um período depois do ferimento no qual o cérebro está melhor preparado para reaprender pelo menos algumas das funções perdidas.

Se essa "janela de oportunidade" for perdida, diz o artigo, acredita-se que a quantidade de movimentos que o paciente pode recuperar é reduzida, mas ninguém saberia exatamente quando esse período propício à reabilitação ocorre.

Experimento

A equipe liderada por Magnuson criou cadeiras de roda de miniatura ao prender rodas a pequenas plataformas de plástico.

Segundo a reportagem, os pesquisadores pegaram ratos que haviam perdido o movimento de suas patas traseiras e os amarraram às pequenas cadeiras cinco noites por semana durante oito semanas.

As cadeiras de roda restringiam os movimentos das patas traseiras, mas permitiam que os animais usassem as patas dianteiras.

Outros ratos com o mesmo tipo de ferimento não receberam cadeiras de roda e se movimentaram livremente.

Depois de outras oito semanas, nas quais todos os animais puderam se movimentar livremente, a capacidade deles para caminhar e nadar foi avaliada e os movimentos foram analisados de maneira detalhada.

O grupo que havia passado parte do experimento nas cadeiras de rodas apresentava menos recuperação das funções das patas.

Os resultados foram apresentados durante um Simpósio da National Neurotrauma Society, em Orlando, na Flórida.

A reportagem na New Scientist afirma, no entanto, que apesar de revelar a importância do movimento durante a recuperação de ferimentos na medula espinhal e sugerir menos dependência nas cadeiras de rodas, o estudo não oferece informações sobre o tipo de movimento que poderia ajudar a recuperação de humanos nem exatamente quando a reabilitação deve ocorrer.

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