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Amorim: Doha reduziria imigração para países ricos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse nesta quinta-feira que o avanço da Rodada de Doha de liberalização do comércio global é a melhor forma de diminuir as pressões migratórias sobre os países ricos. “A melhor maneira de diminuir a imigração é um bom resultado, que favoreça os países em desenvolvimento, na Rodada de Doha”, afirmou Amorim após discursar na abertura da primeira conferência das comunidades brasileiras no exterior, no Palácio do Itamaraty no Rio de Janeiro. “Quanto mais eles baixarem os subsídios agrícolas e menos fizerem reivindicações que impliquem sacrifícios de empregos nos países pobres, menor o problema da imigração.” Na segunda-feira, a OMC (Organização Mundial do Comércio) organiza em Genebra uma reunião ministerial com o objetivo de tentar destravar as negociações da Rodada de Doha, que se arrastam desde 2001 sem um acordo. Analistas acreditam que essa pode ser a última oportunidade de acordo ainda neste ano, já que um dos mais importantes negociadores, os Estados Unidos, se preparam para eleger um novo presidente em novembro. O Brasil e outros países em desenvolvimento pedem aos países mais ricos uma maior abertura no setor agrícola, mas os países desenvolvidos vêm exigindo em contrapartida mais concessões em setores como o industrial e o de serviços. Prioridade No discurso de abertura, Amorim disse que a “reunião histórica” no Rio tem o objetivo de ouvir as reivindicações de representantes de comunidades brasileiras no exterior. Segundo o chanceler, a partir destas reivindicações, o governo poderá avaliar os esforços que poderá fazer para atender as comunidades. Amorim disse que, no governo Lula, a situação dos imigrantes brasileiros no exterior passou a ser prioridade, uma questão de política externa. “Antes, era um aspecto lateral, mas o crescimento foi exponencial e isso nos obrigou a ter uma atitude mais aberta, ouvir mais as comunidades. O objetivo desta conferência é ouvir.” Temas Cerca de 400 pessoas participam da conferência, incluindo diplomatas e autoridades brasileiras, acadêmicos que estudam o fenômeno da imigração e representantes da diáspora brasileira nos Estados Unidos, na América do Sul, na Europa, na Austrália, na África e no Oriente Médio. Dentre os participantes, 180 vieram do exterior, incluindo 50 diplomatas. Nesta quinta-feira, primeiro dia da conferência, estão sendo discutidos temas como as possibilidades e limites de ação governamental em benefício de brasileiros no exterior, as especificidades das comunidades de cada país, controles migratórios e a importância do volume de remessas que brasileiros que vivem no exterior enviam ao Brasil. Na sexta-feira, último dia do evento, serão organizadas quatro mesas com representantes de comunidades brasileiras no exterior (reunindo, respectivamente, representantes de imigrantes nos Estados Unidos, Europa, América do Sul e Japão e outros países). As mesas devem gerar recomendações e reivindicações relativas a cada região. Alem de Amorim, estavam presentes na conferência nesta quinta-feira o ministro Luiz Dulci, da secretaria-geral da Presidência da República; o ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa, representando o Poder Judiciário, e o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), representando o legislativo. |
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