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Irã testa míssil que pode alcançar Israel; assista | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Irã testou nesta quarta-feira uma nova versão do míssil de longo alcance Shahab-3, que tem capacidade para atingir Israel, afirmou a mídia estatal iraniana. O míssil, que pode alcançar uma distância de dois mil quilômetros, foi um entre nove - entre mísseis de curto e médio alcance - a serem lançados em um local remoto no deserto. O comandante da Força Aérea da Guarda Revolucionária Iraniana, Brig-Gen Hoseyn Salami, disse que o país está “pronto para defender a integridade da nação iraniana”. “Nossos mísseis estão prontos para serem disparados de qualquer lugar a qualquer momento, com rapidez e precisão”, acrescentou Salami. “O inimigo não deve repetir seus erros. Os alvos do inimigo estão sendo vigiados." Reação Representantes dos governos de Estados Unidos e Israel responderam aos testes iranianos. O subsecretário de Estado americano, William Burns, disse que os testes são "provocações". Burns disse nesta quarta-feira em uma comissão do Congresso que "os Estados Unidos e a comunidade internacional continuam comprometidos em enfrentar os desafios apresentados pelo Irã". No Parlamento israelense, o ministro Ze'ev Boim sugeriu que Israel não comente os testes. "Israel deve se preparar para fazer o que precisa que se faça", disse ele. Alerta Segundo o correspondente da BBC em Teerã, Jon Leyne, a experiência é um claro alerta do Irã. “É uma resposta evidente a um exercício militar efetuado recentemente por Israel e que foi considerado como um ensaio para um possível ataque contra as instalações nucleares iranianas”, disse o correspondente. Os testes acontecem um dia depois que o governo dos Estados Unidos impôs novas sanções financeiras a várias companhias e indivíduos iranianos, suspeitos de envolvimento com o programa nuclear do país. Entre os afetados pelas sanções estão um cientista do ministério da Defesa iraniano, Mohsen Fakhrizadeh-Mahabadi, e três empresas que estariam associadas à indústria de armas. Ainda na terça-feira, um alto clérigo iraniano disse que, caso o Irã seja atacado por causa de seu programa nuclear, o país vai retaliar com um ataque a Israel e a navios americanos no Golfo Pérsico. "O primeiro tiro americano no Irã daria início a um incêndio em interesses vitais dos Estados Unidos no mundo", disse o clérigo Ali Shirazi, que é ligado ao aiatolá Ali Khamenei, o mais importante líder religioso do Irã. Outros comandantes iranianos já ameaçaram fechar o estreito de Hormuz, por onde escoa grande parte do petróleo que abastece vários países. Autoridades iranianas ainda disseram estar dispostas a atacar os Estados Unidos e seus aliados em todo o mundo caso o Irã seja alvo de incursões. Os Estados Unidos e outras nações ocidentais acusam o Irã de usar seu programa nuclear como fachada para a fabricação de armas, mas o governo iraniano rejeita as acusações, dizendo que o programa tem fins pacíficos. |
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