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Atualizado às: 22 de junho, 2008 - 12h10 GMT (09h10 Brasília)
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Cientistas vêem em galinhas pistas para entender alergias
Galinha
As galinhas têm uma versão antiga de molécula que causa reações
Cientistas britânicos acreditam ter encontrado em galinhas algumas pistas que podem ajudar a desvendar os mecanismos que provocam reações alérgicas severas em algumas pessoas.

Pesquisadores da King’s College, em Londres, dizem que os pássaros têm uma versão “fossilizada” de uma molécula responsável por alergias fortes em seres humanos

Segundo ele, a descoberta, publicada na última edição da revista científica Journal of Biological Chemistry, pode guiar a busca por tratamentos no futuro.

Os especialistas dizem que o trabalho oferece “novos caminhos instigantes” para pesquisas sobre a prevenção de alergias.

Sistema imunológico

A molécula encontrada nas galinhas, chamada IgY, parece ser uma precursora antiga de uma molécula semelhante encontrada em humanos, chamada IgE – um dos responsáveis pela reação do sistema imunológico durante ataques de asma e choques anafiláticos.

A equipe de pesquisadores do King’s College está tentando descobrir agora por que o IgE provoca um problema, enquanto o IgY não.

“Esta molécula é como um fóssil vivo. Ao estudá-la, podemos rastrear a evolução das reações alérgicas até pelo menos 160 milhões de anos atrás”, diz Alex Taylor, um dos pesquisadores.

“Sabemos que parte do problema com a IgE em humanos é que ela se liga extremamente próxima a glóbulos brancos, provocando uma reação exagerada do sistema imunológico, então nós queríamos descobrir se a IgE fazia a mesma coisa”, comenta Rosy Calvert, outra pesquisadora.

Diferenças sutis

Os testes de laboratório realizados por eles revelaram que ela não se liga às células da mesma maneira.

Uma comparação mais detalhada pôde revelar diferenças sutis que podem explicar por que isso ocorre e talvez prover objetivos para novas drogas ou tratamentos.

Brian Sutton, que chefia o laboratório onde o trabalho está sendo realizado, sugeriu que a IgE evoluiu especificamente em mamíferos talvez para conter uma ameaça particular de bactérias no passado.

“O problema é que agora terminamos com anticorpos que tendem a ser um pouco entusiasmados demais e nos causam problemas com substâncias aparentemente inócuas como pólen ou amendoins e que podem provocar condições alérgicas fatais”, diz Sutton.

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