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Atualizado às: 12 de junho, 2008 - 11h35 GMT (08h35 Brasília)
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Governo saudita constrói megacidade no deserto

Entrada da Cidade Econômica King Abdullah
Cidade com nome do rei poderá acomodar 2 milhões de pessoas
O governo da Arábia Saudita está construindo uma cidade no deserto que terá capacidade para acomodar dois milhões de pessoas e gerar um milhão de empregos.

A Cidade Econômica King Abdullah, que ganhou o nome inspirado no rei saudita, é a peça central de outros cinco projetos que estão sendo desenvolvidos pelo governo saudita, com conclusão prevista para 2020.

A nova cidade, erguida sobre as areias do deserto da Arábia a 100 quilômetros ao norte da cidade de Jidá, ocupará uma área de 388 quilômetros quadrados.

“A cidade está sendo construída em proporções nunca vistas anteriormente em nenhum lugar do mundo e será do tamanho de Washington em 15 anos”, diz Fahd al-Rasheed, presidente da Emaar, empresa que está desenvolvendo o projeto.

“(A Cidade Econômica) terá um dos maiores portos do mundo, uma área para escolas outra para resorts”, diz ele.

Petróleo

Com o anúncio da construção da cidade, o governo mostra que quer investir no futuro de forma mais sensata, prevendo grandes desafios, como a necessidade de diversificar a economia e de gerar mais empregos para atender uma população majoritariamente jovem (40% dos sauditas têm menos de 15 anos).

A Cidade Econômica vai abrigar um gigantesco complexo industrial, previsto para a produção de alumínio, aço, fertilizantes e petroquímicos.

“Estamos falando em estabelecer uma estrutura industrial para as gerações futuras”, disse Saad al-Dosari, presidente da Companhia de Refinaria e Petroquímica Rabigh.

Com o preço do petróleo nas alturas, o governo da Arábia Saudita está prevendo o futuro em um cenário onde a commodity poderá ser escassa.

Os lucros que o país arrecada com a venda do petróleo são enormes – mais de 11 milhões de barris são produzidos por dia, gerando mais de US$ 1 bilhão.

Na última vez que o petróleo registrou valorização semelhante, os sauditas desperdiçaram grandes somas de dinheiro em projetos mal-sucedidos, como a tentativa de transformar o deserto em terras aráveis.

Entrada da Cidade Econômica King Abdullah
Indústrias de alumínio e aço serão fonte de emprego

Reformas

Um exército de trabalhadores estrangeiros, em sua maioria do sul da Ásia, está construindo a infra-estrutura que dará sustentação a milhares de casas e prédios comerciais.

A mão-de-obra é mais barata e está disposta a fazer um trabalho que os sauditas se recusam.

Na Arábia Saudita é preciso saber ler nas entrelinhas. Muitos defensores de reformas sugerem que as cidades do futuro terão mais liberdade do que o resto do país.

Mas ainda resta saber se nas novas cidades as mulheres terão permissão para dirigir e circular livremente como nas cidades do Ocidente. Ninguém, incluindo o rei, parece preparado a responder essas perguntas.

Algumas reformas já estão sendo introduzidas, mas em um país com fortes tradições religiosas, o processo será lento e gradual. A Cidade Econômica King Abdullah é provavelmente o carro-chefe dessas mudanças.

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