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Atualizado às: 07 de junho, 2008 - 20h01 GMT (17h01 Brasília)
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Apoio de Hillary a Obama recebe vaias e aplausos

Hillary Clinton
Senadora reconheceu derrota após disputa acirrada
A senadora Hillary Clinton saudou os simpatizantes que foram ouvir seu comício de despedida neste sábado afirmando: ''Esta não é exatamente a festa que eu tinha planejado, mas eu gosto muito da companhia''.

Alguns dos correligionários da senadora que foram ao National Building Museum, em Washington, mostraram a mesma a mesma satisfação que ela com a companhia ilustre da candidata democrata, que reconheceu a sua derrota nesta semana.

Mas o espírito não foi de festa quando Hillary anunciou que estava apoiando incondicionalmente o senador com quem manteve uma aguerrida disputa de 17 meses.

O público que veio prestigiar a candidata em um sábado ensolarado com temperaturas de 37 graus se dividiu entre vaias e aplausos ao ouvi-la dizer: ''Eu parabenizo Barack Obama e dou a ele meu pleno apoio''.

A senadora acrescentou: ''Vamos usar nossa energia, nossa paixão e nossa força e fazer tudo o que pudermos para eleger Barack Obama.(...) Eu peço a vocês que se juntem a mim e trabalhem tão duro por Barack Obama quanto trabalharam por mim''.

Divisão

A cada menção elogiosa e de apoio ao provável candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, a platéia voltava a exibir as suas divisões.

Ao longo da campanha, muitos dos eleitores de Hillary disseram que não votariam em Obama caso ele fosse o indicado democrata.

A resistência ao senador se mostrou mais forte em Estados em que boa parte dos eleitores eram brancos, da classe operária e com nível médio de escolaridade, como Pensilvânia, Ohio e Virgínia Ocidental.

Na opinião de muitos analistas, esta fatia do eleitorado têm restrições a votar em um candidato negro e encaram com desconfiança a associação no passado de Obama com a Igreja do pastor Jeremiah Wright, o ex-reverendo do senador que ganhou fama quando seus inflamados sermões começaram a ser divulgados pela mídia americana e pela Internet.

As emissoras americanas mostraram exaustivamente clipes em que Wright aparecia dizendo frases como ''Deus amaldiçoe a América'', devido ao país ter supostamente discriminado a população negra, e imagens nas quais atribuía os atentados de 11 de setembro de 2001 à política externa americana.

A fim de se distanciar de seu ex-pastor e do efeito negativo que este começou a ter em sua campanha, Obama acabou se afastando recentemente da Igreja de Wright.

Eleitor médio

Ainda que muitos dos presentes ao National Building Museum tivessem um perfil distinto do eleitor médio de Hillary, as resistências de alguns pareciam semelhantes às dos eleitores egressos da classe operária e com nível médio de instrução.

O advogado e voluntário de campanha John Coale, disse ter sido trazido ao comício por seu ''amor e apoio a Hillary Clinton''. Mas reservou palavras pouco afetuosas ao se referir a Obama.

''Se ela se tornasse a a candidata a vice em uma chapa comandada por ele, Obama teria sua única chance de chegar à presidência, mas acho improvável que isso aconteça. Muita gente aqui não quer apoiá-lo devido aos insultos e a exploração da questão racial lançadas pela campanha dele. Todos aqui apoiaram a diversidade desde sempre e ser chamado de racista a uma altura dessas é feio'', afirmou Coale, que disse ainda não ter se decidido se votará no senador.

Ao longo de seu discurso, ao enfatizar a mensagem de união, pouco a pouco os aplausos começaram a sobrepujar as vaias, em especial quando ela afirmou:

''Quando eu comecei nesta disputa, eu pretendia reconquistar a Casa Branca e garantir que tivéssemos um presidente que colocaria nosso caminho no caminho da paz, prosperidade e progresso. E é exatamente isso que nós iremos fazer, ao garantir que Barack Obama entre pelas portas do salão oval (da Casa Branca) no dia 20 de janeiro de 2009'', afirmou, em menção à data da posse do próximo presidente.

A senadora fez menção às tensões entre ela e o rival e a as trocas de acusações entre os dois, ''Todos nós sabemos que esta foi uma luta disputada, mas o Partido Democrata é uma famíla. E agora é hora de restaurarmos os laços que nos unem e de nos unirmos em torno dos ideais que compartilhamos, os valores que cultivamos e o país que amamos''.

A senadora também frisou que é hora de deixar o passado de lado. ''A vida é muito curta, o tempo muito precioso e o que está em jogo muito caro para que nos concentremos no que poderia ter sido. Temos de trabalhar juntos pelo que poderá ser. E é por isso que darei o máximo para que o senador Obama seja nosso próximo presidente.''

Alguns dos presentes pareceram aceitar a mensagem de união, como Joanne Muirachaver, uma funcionária da indústria de informática.

''Sou uma democrata em primeiro lugar e fiel ao meu partido. Se ela pode apoiar Obama, eu também posso fazê-lo''.

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