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Atualizado às: 04 de junho, 2008 - 20h03 GMT (17h03 Brasília)
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Negociação deve evitar crítica ao etanol em texto da FAO

Grão à venda em Abidjan, Costa do Marfim
Brasil nega que biocombustíveis provoquem alta dos alimentos
Negociações entre o Brasil e outros países devem evitar uma crítica dura aos biocombustíveis, incluindo o etanol brasileiro, no texto final do encontro da FAO (o órgão de alimentação e agricultura da ONU) que ocorre em Roma, na Itália.

De acordo com representantes diplomáticos que participam das negociações, alguns países do Oriente Médio e da União Européia queriam colocar os biocombustíveis no banco dos réus no documento, indicando-os como responsáveis pela crise alimentar mundial.

O embaixador do Brasil na FAO, José Antônio Marcondes de Carvalho, confirmou que havia posições negativas em um parágrafo do documento final, mas que houve um acordo.

“Estamos trabalhando para que não haja um texto negativo com relação a biocombustíveis. A tendência é essa”, disse o embaixador na sede da FAO.

Carvalho afirmou que, no texto definido após o acordo, os biocombustíveis são descritos como fontes de oportunidades e de desafios que precisam ser estudados de forma mais profunda.

“Temos que continuar os estudos, o diálogo internacional, e compartilhar experiências, porque nós temos 30 anos de experiência nessa área. Há paises em situações diferentes em termos de recursos naturais, acesso à água, disponibilidade de solo, clima favorável, etc. Temos que ver que tipo de biocombustível não afeta a segurança alimentar”, afirmou.

Subsídios

O outro ponto controverso do texto final é a questão dos subsídios agrícolas e as negociações da Rodada Doha.

“Há diferentes visões a respeito da distorção do comércio e dos subsídios. Em nossa opinião, dos países em desenvolvimento e de alguns desenvolvidos, os subsídios são um desestímulo à produção e afetam a segurança alimentar”, disse o representante brasileiro junto à FAO.

“Aqui estamos falando de agricultura, esta reunião trata de segurança alimentar, então temos que ver quais dispositivos na regulamentação internacional do comércio podem estimular a produção e não desestimular.”

O Brasil pede um documento mais incisivo sobre o impacto dos subsídios na crise alimentar, pleiteando que o texto diga que os subsídios “afetam a capacidade dos países em desenvolvimento de produzir” e pedindo maior rapidez na conclusão das negociações da Rodada Doha, mas haveria uma resistência da União Européia e dos Estados Unidos .

“As negociações comerciais não são realizadas em Roma, mas em Genebra. Porém, o documento é importante, porque dá um sinal político da comunidade internacional”, avaliou o embaixador.

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