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Atualizado às: 30 de maio, 2008 - 09h08 GMT (06h08 Brasília)
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Cientistas revelam 'mãe mais antiga do mundo'; assista
O fóssil foi encontrado na região noroeste da Austrália

Cientistas australianos revelaram na revista especializada Nature os restos de um peixe extinto de 375 milhões de anos, um placoderme, com um embrião ainda ligado pelo cordão umbilical.

A descoberta da "mãe mais antiga do mundo" pode mudar os rumos da história da evolução e está sendo considerada pelos cientistas um marco na paleontologia.

Até a descoberta do fóssil do vertebrado, no noroeste da Austrália, a mãe mais antiga já conhecida tinha 200 milhões de anos a menos.

O fóssil prova que animais pré-históricos já dispunham de uma biologia reprodutiva complexa, comparável à de tubarões e arraias atuais.

"Olhei no microscópio e fiquei abobalhado, me faltaram palavras", disse o paleontólogo John Long.

Ovos

Antes deste fóssil, a ciência acreditava que as criaturas desta época só eram capazes de se reproduzir dentro de ovos.

Placodermes costumam ser descritos como "dinossauros dos mares" já que dominaram oceanos e lagos por quase setenta milhões de anos.

A maioria desses peixes era pequena, mas alguns chegavam a ter seis metros de comprimento.

O fóssil vai ser exibido na entrada do Museu de Melbourne, na Austrália, a partir desta quinta-feira.

Mãe pré-histórica
Cientistas revelam 'mãe mais antiga'.
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