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Atualizado às: 28 de maio, 2008 - 10h35 GMT (07h35 Brasília)
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China fecha revista que fez fotos sensuais em destroços

Imagem do ensaio da revista The New Travel Weekly
As modelos aparecem em poses sensuais em prédios destruídos
O governo chinês fechou uma revista que publicou um ensaio de fotos de modelos seminuas em meio aos destroços do terremoto que atingiu a província de Sichuan e deixou mais de 65 mil mortos.

Na edição de 19 de maio, a revista The New Travel Weekly publicou um editorial de moda exibindo modelos em lingerie com bandagens ensangüentadas posando no meio dos prédios demolidos pelo terremoto.

A publicação circulava na cidade de Chongqing, vizinha da província de Sichuan, que foi a área mais afetada.

As fotos chegaram às bancas na segunda-feira, 18 de maio, primeiro dos três dias de luto oficial anunciado pelo governo.

Críticas

Imagem do ensaio da revista The New Travel Weekly
As modelos apareciam semi-nuas

O conteúdo enfureceu boa parte da opinião pública, que manifestou sua crítica em fóruns de discussão na internet e em editoriais de jornais.

Num texto opinativo, o diário Shanghai Daily acusou a revista de se aproveitar da tragédia para fazer uma "jogada de vendas blasfemadora, imoral e intolerável".

O departamento local do governo de Chongqing, que supervisiona a imprensa, considerou o material extremamente ofensivo e decidiu fechar a revista para "retificações" na quarta-feira, 21 de maio.

As autoridades disseram que a publicação "violava severamente a disciplina de propaganda" e ia contra a "moral social".

Além disso, segundo o governo, as fotografias tinham uma influência "extremamente má" sobre a sociedade.

Resposta

Imagem do ensaio da revista The New Travel Weekly
Detalhe do ensaio fotográfico

A revista colocou uma nota no seu site na internet se desculpando pela gafe. "Nossos mais sinceros pedidos de desculpas ao povo", dizia o texto.

Segundo a agência de notícias estatal Xinhua, a empresa que administra a publicação demitiu o diretor, o editor-chefe e o vice-editor chefe da publicação.

O governo afirmou que poderá permitir que a revista volte a operar no futuro, argumentando que a redação inteira não deveria ser culpada pelo erro editorial de apenas alguns profissionais da chefia.

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