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Supostas bruxas são queimadas no Quênia; assista | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma multidão enfurecida queimou vivas nesta terça-feira pelos menos 11 mulheres acusadas de bruxaria no distrito de Kisii, no oeste do Quênia. Moradores do local confirmaram a matança, afirmando que na noite de terça-feira a turba passou de casa em casa seguindo uma lista com os nomes das supostas bruxas da região. O pastor Enock Obiero teve a esposa assassinada pela multidão. "A minha filha me disse não saber onde a mãe dela estava e achou que ela fugiu de casa. Eu mesmo procurei e não encontrei. Parece que ela nunca saiu de casa e deve ter morrido queimada", disse o pastor diante das cinzas que restaram de sua casa. Cerca de trinta casas foram incendiadas. O governo reforçou o policiamento na área para evitar ataques de vingança. Religiões tradicionais africanas, cristianismo e islamismo convivem pacificamente no Quênia, mas existem muitos problemas por suspeitas de feitiçaria, principalmente na região oeste do país. A região tem uma tradição de curandeirismo. De acordo com testemunhas, a maioria das vítimas eram quenianas entre setenta e noventa anos, embora uma delas tivesse cerca de 40 anos. Em 1993, oito idosas de Kisii também foram acusadas de bruxaria e queimadas até a morte por multidões. |
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