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Atualizado às: 20 de maio, 2008 - 01h54 GMT (22h54 Brasília)
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EUA admitem violação de espaço aéreo da Venezuela

S-3 Viking (foto de arquivo)
Avião entrou 'involuntariamente' em território venezuelano, dizem EUA
O Pentágono admitiu na noite desta segunda-feira que um avião norte-americano invadiu o espaço aéreo da Venezuela no sábado, mas afirmou que a aeronave teria perdido as coordenadas e "involuntariamente" ingressado em território venezuelano.

"Um aparelho S-3 Viking norte-americano que cumpria operações antidrogas perdeu suas referências de navegação, o que o levou a voar dentro do espaço aéreo da Venezuela", diz o comunicado americano.

Mais cedo, o governo da Venezuela havia denunciado a invasão e afirmado que se tratava de um "ato de provocação".

De acordo com o comunicado, o controle aéreo venezuelano teria colaborado para que o avião dos EUA deixasse seu espaço aéreo.

"O apoio do controle aéreo venezuelano, que ofereceu assistência ao guiar o avião norte-americano para o espaço aéreo internacional, foi bastante apreciado", diz o texto.

Apesar de reconhecer que a operação foi involuntária, o Pentágono afirma que o incidente será investigado.

A Força Aérea dos EUA mantém em Curaçao (ilha caribenha que faz parte das Antilhas Holandesas, localizada ao norte da Venezuela) uma base militar que é utilizada por Washington em sua missão antidrogas na região.

Explicações

Nesta terça-feira, o embaixador dos EUA na Venezuela, Patrick Dudy, deverá se reunir com o ministro de Relações Exteriores, Nicolas Maduro, para dar explicações sobre o incidente.

A violação do espaço aéreo ocorreu no mesmo dia em que 60 militares colombianos teriam sido flagrados sem autorização dentro do território venezuelano.

Para o governo de Caracas, que afirma que os EUA pretendem provocar um conflito armado entre Colômbia e Venezuela, as ações não foram "coincidências".

O governo da Colômbia nega as acusações. O ministro de Defesa, Juan Manuel Santos, disse em Bogotá que foi feita uma investigação interna e a conclusão foi de que nenhuma tropa colombiana teria cruzado a fronteira.

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