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Atualizado às: 19 de maio, 2008 - 08h14 GMT (05h14 Brasília)
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Líder guerrilheira das Farc se entrega na Colômbia
Karina se entregando
Karina é acusada de ter cometido assassinatos e seqüestros
Uma das principais comandantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), a guerrilheira Nelly Ávila Moreno, conhecida como "Karina", se entregou à polícia colombiana no Departamento de Antioquia no domingo.

A líder rebelde comandava a "frente 47" da guerrilha e era considerada a mulher de mais alto escalão dentro do grupo rebelde e é acusada de uma série de assassinatos e seqüestros.

Segundo o correspondente da BBC em Medellín, Jeremy McDermott, a rendição de Karina representa uma vitória para o governo de Álvaro Uribe.

Há duas semanas, Uribe enviou uma mensagem pública à Karina, garantindo que ela estaria segura caso se entregasse.

As Farc lutam pela derrubada do governo da Colômbia há mais de 40 anos.

'Morrendo de fome'

O ministro da Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos, disse que Karina estava "quase morrendo de fome" quando ela e outro guerrilheiro, conhecido como Michín, se entregaram.

Em 2002, o presidente colombiano a apontou com um dos principais alvos das forças de segurança do país e ofereceu uma recompensa de US$800 mil (R$1,3 milhão) para quem a capturasse ou matasse.

De acordo com McDermott, Karina é lembrada pelas crueldades cometidas contra moradores de Antioquia, ao noroeste do país. Segundo ele, muitos moradores, comerciantes e fazendeiros sofreram com a extorsão, seqüestros e assassinatos realizados pela líder rebelde.

Karina perdeu um dos olhos em combate, tem diversas cicatrizes na face e um ferimento no braço causado por um tiro. Seu comandante direto dentro da guerrilheira, o líder Ivan Rios, foi assassinado em março deste ano por um de seus guarda-costas.

O guarda-costas chegou a cortar as mãos de Rios para provar às autoridades que tinha matado o comandante e receber uma recompensa acima de 1 milhão de dólares (R$1,7 mi).

Segundo a mídia colombiana, após a morte de Rios, a "frente 47", começou a se desintegrar e a enfrentar sucessivas ofensivas do Exército.

Desde a morte de Rios, Karina era a única comandante das Farc no noroeste do país.

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