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Atualizado às: 14 de maio, 2008 - 03h34 GMT (00h34 Brasília)
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Jobim: Saída de ministra 'faz parte do jogo administrativo'

O ministro da Defesa Nelson Jobim Foto: Wilson Dias/Abr
Para o ministro Nelson Jobim é preciso criar uma agenda nacional para questão ambiental Foto: Wilson Dias/Abr
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse nesta terça-feira que a saída de Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente "faz parte do jogo administrativo".

"Foi uma decisão pessoal, isso faz parte do jogo administrativo. Mas não podemos considerar que isso seja um problema. Saiu, não quer voltar, cabe ao presidente, agora, escolher o novo ministro e etc", afirmou durante entrevista com jornalistas brasileiros em Buenos Aires.

Quando perguntado se a saída de Marina Silva não poderia enfraquecer a pasta do Meio Ambiente, já que ela é responsável por questões como desmatamento e ainda indígenas e garimpeiros, Jobim falou sobre a criação de uma agenda nacional.

"(...) Nós temos que formular uma agenda nacional sobre a questão ambiental e sobre a questão indígena (na Amazônia)".

Amazônia sustentável

Segundo ele, com o Plano da Amazônia Sustentável (PAS), lançado recentemente, será possível planejar esse desenvolvimento.

Quando perguntado sobre os pontos positivos que destacaria da gestão de Marina Silva, Jobim afirmou que a ministra é "uma mulher extraordinária".

"Ela tem valores extraordinários, mas a verdade é que as ações que possam ser desenvolvidas quem vai julgar é o futuro. Mas ela é uma mulher extraordinária, uma importante ativista política e tem posição muito clara em relação às questões ambientais".

Jobim insistiu, porém, que o PAS, que será coordenado por Mangabeira Unger, ministro Extraordinário de Ações Estratégicas – e que teria sido um dos motivos da saída da ministra – é um ponto fundamental de agora em diante.

"Temos que sair daquela queda de braço, de um lado as posições européias e americanas, mas principalmente européias, sobre (a visão da Amazônia como) santuário e de outro lado aquelas posições que querem destruir (a região)".

'Santuário'

Jobim afirmou que não é possível tratar a Amazônia como "santuário" porque vinte milhões de pessoas vivem em torno dela.

"O que vamos fazer com elas? Temos que encontrar uma forma de desenvolvimento sustentável que é exatamente esse plano, que foi lançado recentemente, que é o Plano da Amazônia Sustentável (PAS), que é definir regras de desenvolvimento."

"Uma coisa tem que se deixar claro, se você não dá soluções econômicas para as pessoas, você as estará empurrando para a ilegalidade. Somente proibir condutas não é a forma de resolver problemas, mas de criar problemas", disse.

Acusação

Jobim comentou ainda a acusação de que o Comandante da Sétima Brigada de Infantaria de Roraima, General do Exército, Eliezer Monteiro, teria recebido no quartel um grupo de manifestantes contrários à demarcação da reserva indígena Raposa Serra do Sol. Monteiro é a principal autoridade do Exército na região.

"A informação que eu tenho do Exército é a de que as versões não são exatamente aquelas que foram postas (...) Estou aguardando as análises que o Exército vai fazer e tenho que tratar isso com absoluta tranqüilidade (...). Não podemos transformar isso como se fosse uma crise militar. Não é nada disso".

A iniciativa atribuída a Monteiro foi interpretada como um gesto de apoio aos arrozeiros ali instalados e contra os indígenas, como destacaram representantes do Conselho Indígena de Roraima (CIR), defensores da demarcação.

Na entrevista em Buenos Aires, Jobim recordou que a decisão sobre a demarcação está no Supremo Tribunal Federal.

O ministro esteve na capital argentina para reunião com a presidente Cristina Fernández de Kirchner, a quem apresentou a idéia de criação do Conselho de Defesa da América do Sul.

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