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EUA trabalharão com Brasil por êxito de Doha e de acordo fiscal, diz Bush | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse nesta segunda-feira, na Casa Branca, que trabalhará junto com o Brasil para obter um desfecho bem-sucedido para a Rodada de Doha de liberalização do comércio mundial e pela concretização de um tratado fiscal entre os dois países. Os comentários do líder americano foram feitos após um encontro que contou com a presença de 10 altos executivos brasileiros e 10 americanos, além da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Miguel Jorge. Entre as principais sugestões feitas pelos empresários a representantes dos governos dos dois países estão estabelecer um acordo que impeça que produtos sejam submetidos a duas estruturas tributárias e medidas para destravar a Roda de Doha. A reunião foi a segunda versão do Fórum de CEOs Brasil-EUA, cuja primeira etapa foi realizada em Brasília, em outubro do ano passado. "Meu amigo" Bush saudou ''meu amigo, o presidente Lula, por ter incentivado a realização deste fórum''. Em seguida, o líder americano disse se identificar com as idéias propostas pelos empresários brasileiros e americanos. ''Uma das coisas que eu compartilho com os CEOs brasileiros é que eu apoio fortemente uma Rodada de Doha bem-sucedida, e nosso governo trabalhará juntamente com o brasileiro para que isso aconteça.'' ''E, em segundo lugar, em termos de política bilateral, eu também apoio fortemente, assim como faz a minha administração, um tratado fiscal bilateral e um acordo bilateral de investimentos'', afirmou Bush. Bitributação Apesar de ambas as partes terem destacado que o encontro gerou avanços, o principal representante brasileiro no fórum de CEOs, Josué Gomes da Silva, presidente da Coteminas, afirmou que ainda é preciso fazer mais na área de bitributação. De acordo com Gomes da Silva, o encontro deixou ''uma certa frustração'', porque ''o tema da bitributação já está na agenda há 40 anos''. O empresário se disse otimista de que um acordo para destravar a Rodada de Doha e um tratado para sanar o tema da bitributação possam ser alcançados até outubro deste ano, quando será realizada a terceira edição do encontro de CEOs, no Brasil. Tim Solso, presidente da empresa americana Cummins, endossou as palavras do colega brasileiro. Segundo ele, "a dupla tributação não gera investimento". Mas representantes do governo do Brasil demonstraram ceticismo com a possibilidade de concretizar uma negociação capaz de destravar Doha ou pôr fim ao impasse na questão da bitributação antes do final do governo Bush, cujo mandato termina em janeiro de 2009. |
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