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Acusação tenta prejudicar acordo com Israel, diz ex-assessor sírio | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Prejudicar a concretização de um possível acordo de paz entre sírios e israelenses pode ser a principal motivação da mais recente denúncia dos Estados Unidos contra a Síria, afirma George Jabbour, professor de Relações Internacionais da Universidade de Damasco e ex-assessor do presidente sírio Hafez al-Assad. Os Estados Unidos acusam a Síria de receber apoio da Coréia do Norte para o desenvolvimento de um programa nuclear sem fins pacíficos. As autoridades americanas dizem que um suposto reator nuclear sírio em construção foi o verdadeiro alvo de um ataque israelense ocorrido em setembro do ano passado. "Por que fizeram as declarações agora e não em setembro?", pergunta Jabbour. "Será uma coincidência que elas foram feitas dias após surgir a notícia de que um acordo de paz entre esses dois países é algo iminente?" A imprensa síria afirmou nesta semana que as negociações para um acordo de paz entre israelenses e sírios, mediadas pela Turquia, estão bastante adiantadas e incluem a devolução das Colinas de Golã (anexadas por Israel após a guerra de 1967) e a suspensão do apoio do governo sírio a grupos militantes palestinos. O ex-presidente americano Jimmy Carter, que visitou a região recentemente, afirmou que "cerca de 85% das diferenças entre os dois países já foram resolvidas". Motivações Jabbour questiona se "esta não seria uma tentativa de Washington de impedir que Israel converse com a Síria". "Pode até não ser esta a motivação do governo americano, mas dá a impressão de que é", afirma. "Na verdade, outra possibilidade é que essas acusações tenham sido feitas por motivos eleitorais", acrescenta. "Com esse governo (do presidente George W. Bush), nunca se sabe se eles estão sendo geniais ou muito burros." Seja qual for a motivação, o analista avalia que o governo americano deveria ter usado os canais formais para fazer a denúncia. "A maneira correta teria sido acionar a agência nuclear da ONU, com quem a Síria mantêm um excelente relacionamento", afirma Jabbour. "As acusações lembram a apresentação de Collin Powell (então secretário de Estado americano) no Conselho de Segurança da ONU em 2003, dizendo ter provas da presença de armas de destruição em massa no Iraque, o que todos sabem que não era verdade", acrescenta. "Essas atitudes não ajudam a credibilidade do governo americano." Jabbour foi assessor do ex-presidente sírio Hafez al-Assad, pai do atual líder Bashar al-Assad. Hafez governou a Síria por três décadas. | NOTÍCIAS RELACIONADAS ONU investigará acusação dos EUA contra a Síria25 abril, 2008 | BBC Report Síria nega acusações dos EUA sobre reator nuclear secreto25 abril, 2008 | BBC Report CIA aponta ajuda nuclear da Coréia do Norte à Síria24 abril, 2008 | BBC Report Síria se prepara para ataque israelense, diz jornal02 abril, 2008 | BBC Report França suspenderá contatos com a Síria, diz Sarkozy30 dezembro, 2007 | BBC Report Bush diz que perdeu paciência com líder da Síria20 dezembro, 2007 | BBC Report Imagens sugerem que edifício alvo de ataque de Israel na Síria 'desapareceu'26 outubro, 2007 | BBC Report Israel admite ter realizado ataque aéreo contra Síria02 outubro, 2007 | BBC Report | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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