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Americanos ficam mais felizes com a idade, diz pesquisa
Americanos têm boas chances de felicidade depois dos 80 anos
Uma pesquisa da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, sugere que os americanos ficam mais felizes à medida que ficam mais velhos.

O estudo também aponta que a geração nascida entre 1946 e 1964 é menos feliz do que as outras, afro-americanos são menos felizes do que os americanos brancos, homens são menos felizes do que as mulheres e o nível de felicidade pode aumentar ou diminuir entre gerações.

"O entendimento da felicidade é importante para compreender a qualidade de vida", afirma Yang Yang, professora-assistente de Sociologia da Universidade de Chicago e autora do artigo. "A medida da felicidade é um guia que mostra como a sociedade está lidando com as necessidades das pessoas."

Os dados para a Pesquisa Social Geral, do Centro Nacional de Pesquisa de Opinião dos Estados Unidos, começaram a ser compilados em 1972, e o estudo durou até 2004.

Os pesquisadores fizeram a pergunta: "Levando tudo em conta, como você diria que está atualmente: muito feliz, feliz ou não está feliz?"

A pergunta foi feita em entrevistas conduzidas pessoalmente em amostras de população que variavam entre 1,5 mil e 3 mil pessoas.

Grupos raciais e idade

Yang organizou os dados em grupos raciais e de idade e observou que, na faixa etária dos 18 anos, as mulheres brancas são as mais felizes (33% de probabilidade de serem muito felizes). Em seguida, aparecem os homens brancos (28%), mulheres negras (18%) e homens negros (15%).

As diferenças desaparecem com o passar do tempo, e o nível de felicidade aumenta.

Homens e mulheres negros têm mais de 50% de chances de serem muito felizes depois de completar 80 anos. Homens e mulheres brancos ficam logo atrás.

Segundo a professora, o aumento no nível de felicidade com a idade é compatível "com a hipótese da idade como fator de maturidade".

Com a idade, chegam também alguns traços psicossociais, como integração e auto-estima. Estes sinais de maturidade podem contribuir com um melhor senso geral de bem-estar, de acordo com a pesquisadora.

Para Yang, outro fator a ser levado em conta, segundo a pesquisa, é que a diferenças entre os grupos nos níveis de felicidade diminuem devido à equiparação dos recursos que contribuem para a felicidade, como o acesso à saúde ou à perda de apoio social devido à morte de marido ou esposa, ou à morte de amigos.

Expectativas

A pesquisa também indica que, entre as faixas etárias estudadas, a geração de americanos nascida entre 1946 e 1964 é a menos feliz.

"Provavelmente, isso acontece devido ao fato de que a geração como um grupo é tão grande, e suas expectativas eram tão altas, que nem todos neste grupo puderam conseguir o que queriam, devido à competição", afirma Yang. "Isso pode levar à decepção e prejudicar a felicidade."

A professora da Universidade de Chicago também observou que a felicidade nos Estados Unidos não é estática.

Ao analisar o período de 33 anos, durante o qual a pesquisa foi realizada, Yang notou pequenos aumentos nos níveis de felicidade quando a economia do país progredia.

Como exemplo, a professora cita o ano de 1995 como um ano muito bom na escala de felicidade nos Estados Unidos.

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