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Atualizado às: 15 de abril, 2008 - 10h25 GMT (07h25 Brasília)
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Elefante teria ancestral aquático, sugere estudo

Cortesia Luci Betti-Nash, Stony Brook University
O ancestral teria vivido a maior parte do tempo na água
O elefante poderia ter um ancestral aquático, segundo sugere um estudo publicado nesta semana na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences.

Cientistas americanos e britânicos analisaram resíduos químicos preservados em dentes fossilizados de dois mamíferos extintos da família dos elefantes – o Barytherium e o Moeritherium, que viveram no Egito durante o período Eoceno, há 37 milhões de anos.

A equipe da Universidade de Oxford, na Inglaterra, e da Stony Brook, em Nova York, identificou, a partir da análise do esmalte dentário, que a alimentação destes animais era baseada em plantas aquáticas e eles tinham modo de vida similar ao do hipopótamo.

"O padrão preservado nos dentes é muito similar ao dos mamíferos aquáticos que vivem atualmente. Isso reforça a hipótese de que, em algum ponto da evolução dos elefantes, estes animais eram dedicados a uma vida inteiramente aquática ou anfíbia – eles provavelmente passavam a maior parte do tempo na água", disse à BBC Erik Seiffert, que liderou o estudo.

Os cientistas esperam que o estudo possa oferecer uma melhor compreensão sobre o modo de vida e o comportamento dos elefantes modernos.

Ancestral

Estudos anteriores que fizeram análises de DNA sugerem que os elefantes eram da família do peixe-boi e do dugongo (mamífero marinh encontrado na Austrália) e de outro animal terrestre, o hírax (animal parecido com um hamster, encontrado ao norte da África e no sudoeste da Ásia).

Com base nestas análises, os cientistas passaram a sugerir que os elefantes teriam evoluído de um ancestral aquático.

"Temos várias peças do quebra-cabeças; se conseguirmos encontrar mais um exemplo de um elefante aquático ou semi-aquático, isso seria extremamente convincente", disse Alexander Liu, co-autora do estudo.

De acordo com Liu, o ancestral não seria completamente aquático, já que não tinha adaptações como membros parecidos com nadadeiras ou corpo alongado.

Segundo os cientistas, ainda não está claro quando ou porque o ancestral do elefante teria deixado a água para ter uma vida terrestre. Uma teoria levantada pelos pesquisadores é a de que um possível resfriamento no fim do período Eoceno teria secado os rios e lagos, forçando os animais a viverem na terra.

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