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Álcool aumenta risco de câncer mama, diz estudo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O consumo de álcool, mesmo que em doses moderadas, pode aumentar os riscos de as mulheres desenvolverem o tipo mais comum de câncer de mama, sugere um estudo conduzido na Universidade de Chicago, nos Estados Unidos. Apresentada no Encontro Anual da Associação Americana para Pesquisa do Câncer, a pesquisa indica que o álcool contribui para o desenvolvimento de tumores positivos do tipo receptor de estrogênio e progesterona (ER+/PR+) – responsável por 70% dos casos de câncer de mama. Segundo a pesquisa, o álcool pode aumentar os níveis de estrogênio, que estimulam o câncer sensível aos hormônios. O estudo sugere que os riscos de desenvolver a doença aumentam conforme a quantidade de álcool consumida. De acordo com os resultados, mulheres que bebem de forma moderada, ou seja, aquelas que bebem uma ou duas doses diárias de álcool, aumentam em 32% as chances de desenvolver os tumores, enquanto aquelas que bebem menos de uma dose diária aumentam os riscos em 7%. Já as mulheres que consomem três ou mais doses diárias podem aumentar em até 51% os riscos de desenvolver a doença. "Os resultados sugerem que a mulher deve avaliar o consumo de álcool juntamente com outros fatores de risco já conhecidos, como a terapia de reposição hormonal", disse Jasmine Lew, que liderou a pesquisa. Incidência Para chegar aos resultados, os pesquisadores fizeram uma revisão de dados recolhidos por um estudo realizado entre 1995 e 2002. A pesquisa analisou informações sobre o consumo de álcool de cerca de 185 mil mulheres na fase pós-menopausa durante um período de sete anos. Os pesquisadores identificaram a incidência de câncer de mama entre as mulheres que participaram da pesquisa e observaram 5,4 mil casos, dos quais 2,4 mil seriam do câncer sensível aos hormônios (ER+/PR+). Finalmente, os cientistas compararam o padrão de consumo de álcool com os casos da doença para chegar aos resultados da pesquisa. Segundo Lew, apesar da ampla análise sobre os tumores ER+/PR+, ainda não é possível afirmar se o consumo de álcool influencia também o desenvolvimento de outros tipos de câncer de mama. Dados da ONG Cancer Research UK, entidade beneficente britânica de fomento a pesquisas sobre câncer, mais de 44 mil mulheres são diagnosticadas com câncer de mama na Grã-Bretanha todos os anos – mais de 100 por dia. Segundo estimativas do INCA (Instituto Nacional do Câncer), órgão especializado do Ministério da Saúde, os números de casos novos de câncer de mama esperados para o Brasil em 2008 é de 49,4 mil, com um risco estimado de 51 casos a cada 100 mil mulheres. |
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