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Mostra em Paris reúne obras de Patti Smith; veja | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma mostra em Paris reúne pela primeira vez fotos, desenhos, filmes e poesias da cantora americana Patti Smith, considerada uma das protagonistas da cena punk-rock em Nova York nos anos 70. A mostra, intitulada Land 250, traz obras realizadas por Patti Smith entre 1967 e 2007. O nome é uma referência a uma antiga máquina Polaroid com a qual a roqueira tirou inúmeras fotos. “A exposição mostra os vários lados da produção artística de Patti Smith, que incluem o desenho, a fotografia e a poesia", diz a curadora da exposição, Grazia Quaroni. "Os trabalhos não são conhecidos do grande público porque ela nunca procurou realmente mostrar essas obras”, diz a curadora. Fotografia Patti Smith, 62 anos, começou a tirar fotos em 1967, mas foi em 1995, após a morte de seu marido e de seu irmão, que ela passou a se dedicar de forma mais intensa à atividade. "Eu não sou realmente uma fotógrafa. Eu tiro fotos. Após a morte de meu marido, eu me sentia cansada como ser humano e incapaz de escrever ou desenhar. Tudo exigia muita energia. Tirar fotos (com câmera) Polaroid é simples, é instantâneo. E deu respostas imediatas à minha necessidade criativa", disse a cantora na inauguração da exposição. Nas imagens que foram capturadas pela sua Polaroid 250 estão objetos pessoais de várias personalidades artísticas, como os chinelos do fotógrafo Robert Mapplethorp, a cama da escritora Virginia Woolf, a máquina de escrever do escritor Herman Hesse ou ainda talheres do poeta francês Arthur Rimbaud. "Eu acabei adorando esse método fotográfico. Quando viajo com minha banda, mudamos rápido de uma cidade para outra, dormimos no ônibus. A Polaroid me dá a oportunidade de capturar algo especial instantâneamente quando estou viajando", disse Patti Smith. Na exposição há uma seqüência de fotos tiradas em 30 cidades do mundo durante turnês da roqueira no exterior. França Parte dos desenhos apresentados na exposição, normalmente acompanhados de textos ou poesias, pertence a grandes museus internacionais, como o Moma de Nova York e o Centro Georges Pompidou, em Paris, além de coleções particulares. Alguns foram feitos em Paris, em 1969, no bairro de Montparnasse, onde Patti Smith residiu. Ela ainda não era cantora e até então nunca tinha saído dos Estados Unidos. Na exposição também são apresentados filmes realizados por Robert Frank, Robert Mapplethorpe e Jem Cohen com a colaboração da roqueira. Patti Smith também dirigiu um curta-metragem feito especialmente para a mostra. "Essa é a primeira vez que o conjunto do trabalho artístico de Patti Smith é mostrado integralmente e de forma ampla", disse a curadora da exposição. Land 250 também apresenta objetos pessoais da artista, como manuscritos e até uma pedra retirada do rio em que a escritora Virgina Woolf se suicidou. A exposição na Fundação Cartier para a Arte Contemporânea, em Paris, fica em cartaz até o dia 22 de junho. |
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