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Atualizado às: 01 de abril, 2008 - 11h15 GMT (08h15 Brasília)
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Um em cada quatro casais no Japão não faz sexo, diz pesquisa

Casal (arquivo)
Em 80% dos casos a causa é identificável na atitude do marido, diz estudo
Um quarto dos casais japoneses não mantêm relações sexuais, segundo uma pesquisa realizada conjuntamente em 2007 pela Organização Mundial da Saúde e pelo Instituto de Pesquisa Populacional da Universidade Nihon, de Tóquio.

A pesquisa ouviu 9 mil japoneses de 20 a 59 anos de idade, entre abril e julho de 2007, e constatou que 24,9% dos casais não mantêm relações sexuais.

A enquete, a primeira sondagem do gênero já realizada no Japão, revelou também que a freqüência das relações diminui à medida que avança a idade.

Na faixa etária dos 50 anos, 37,3% relataram total abstinência de sexo nos 12 meses anteriores à enquete.

Já entre os casais na faixa dos 20 anos com até cinco anos de de vida conjugal, 42% disseram manter relações ao menos uma vez por semana.

O relatório do levantamento enfatiza a necessidade de refletir sobre “o aspecto fundamental da reprodução, a freqüência das relações sexuais, como um novo problema numa nação com baixa taxa de natalidade”.

Abstinência

Uma pesquisa anterior, de âmbito mundial, sobre a freqüência de relações sexuais feita pela fabricante britânica de preservativos Durex colocou o Japão em último lugar numa lista de 26 países, com a média de 48 relações por ano, quase 3,5 vezes menos do que os líderes, os gregos, com 164.

A Sociedade Japonesa de Sexologia define “falta de sexo” como a condição em que o casal esteja “ao menos um mês sem relações sexuais consensuais (incluindo a prática de carícias, de sexo oral ou de dormir juntos sem roupa) e não haja perspectivas de que elas venham a acontecer em futuro previsível”.

De acordo com a mesma entidade, em 80% dos casos a causa é identificável no comportamento do marido.

A conhecida devoção ao trabalho dos japoneses é em geral apontada como a causa principal de sua atitude arredia ao sexo, mas vários estudos indicam também outros fatores, como, é claro, a incompatibilidade entre os casais.

Na visão de alguns especialistas, a tendência no Japão é de o relacionamento homem–mulher ficar reduzido a uma relação consangüínea, como a de mãe e filho ou de irmão e irmão, na qual, mesmo havendo afeto, o sexo é visto quase como algo incestuoso.

Há também casais em que a mulher evita o sexo com receio de que o marido venha a lhe transmitir alguma doença venérea, eventualmente contraída por qualquer relacionamento casual, e só mantém a união por causa dos filhos.

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