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Atualizado às: 27 de março, 2008 - 12h52 GMT (09h52 Brasília)
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Acusado de matar 7 jovens vai a julgamento na França

Michel Fourniret
Fourniret admitiu ter cometido oito assassinatos
Começou nesta quinta-feira o julgamento de Michel Fourniret, considerado um dos piores assassinos em série da história recente da Europa, em Charleville-Mézières, uma cidade do nordeste da França, próxima à fronteira com a Bélgica.

O chamado “Ogro das Ardennes” - em referência à região de bosques entre Bélgica e França onde ele atuava - é acusado de ter seqüestrado, estuprado e assassinado seis jovens na França e uma em território belga, com idades entre 12 e 22 anos, entre 1987 a 2003.

Sua esposa, Monique Olivier, 59 anos, também será julgada por cúmplice de assassinato e seqüestro.

Fourniret e Olivier, ambos de nacionalidade francesa, se conheceram em 1987, quando ele cumpria pena por vários episódios de atentado ao pudor e voyeurismo.

Pacto macabro

Segundo os investigadores, em uma série de cartas trocadas nessa época os dois estabeleceram uma espécie de “pacto macabro”, no qual Fourniret se comprometeu a matar os dois ex-maridos de Olivier e ela a ajudá-lo a seqüestrar jovens virgens para satisfazer o que ele chamou nos textos de sua “obsessão pelo hímen”.

Segundo a acusação, a mulher desempenhou um papel fundamental nos crimes em que participou. Foi ela quem abordou as vítimas e as convenceu a entrar no carro do casal, sempre com a desculpa de que precisava de ajuda para encontrar algum endereço.

Os investigadores afirmam que sua presença - em uma ocasião grávida do filho do casal e em outra com o bebê nos braços - transmitia confiança às vítimas.

Fourniret foi preso em junho de 2003, quando uma jovem de 13 anos conseguiu escapar de seu furgão minutos depois de ter sido raptada na cidade belga de Ciney.

Mas a polícia belga só conheceria a trajetória do casal um ano depois, quando o país acompanhava o desfecho do julgamento de Marc Doutroux, protagonista do pior caso de pedofilia e assassinato da Bélgica.

Confissão

Olivier confessou os crimes com riqueza de detalhes e acusou seu marido de 11 assassinatos. Fourniret teria admitido oito dos assassinatos, entre os quais estão os sete pelos quais será julgado a partir de hoje.

Ele teria afirmado aos investigadores que buscava duas virgens por ano, o que leva a acusação a crer que, em mais de dez anos de atuação, o número de vítimas pode chegar a 20.

No entanto, o acusado nega as afirmações de sua esposa de que teria assassinado outras duas mulheres, de 19 e 20 anos, crimes pelos quais está sendo investigado em um processo separado, aberto na semana passada.

A promotoria pedirá pena de prisão perpétua para o casal; no caso de Fourniret por seqüestro, tortura, estupro, assassinato e ocultação de cadáver.

O francês enfrenta ainda acusações de tentativa de seqüestro e estupro de três jovens belgas, que devem depor no processo, ao lado de familiares das sete vítimas fatais.

A sentença deve ser anunciada no dia 30 de maio.

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