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HIV 'sobrevive' a antivirais escondido em células | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma pesquisa sugere que o vírus HIV pode sobreviver a medicamentos antivirais e permanecer inativo por vários anos, se escondendo em células do corpo. Pesquisadores do Instituto Karolinska, da Suécia, descobriram níveis baixos de HIV inativo em pacientes soropositivos sete anos depois que estes iniciaram, com sucesso, o tratamento padrão com coquetéis de medicamentos. Segundo os cientistas, o HIV pode ficar escondido nas células CD4+, que agem no sistema imunológico. Estas células são as mais suscetíveis à infecção antes do início do tratamento. A pesquisa também sugere que, apesar de as potentes terapias com antivirais conseguirem suprimir a infecção pelo HIV a níveis que quase não podem ser detectados, estes medicamentos não conseguem erradicar o vírus. Por isso, segundo a pesquisa, os pacientes devem continuar tomando os medicamentos por tempo indeterminado e, qualquer interrupção, pode trazer o risco de reativar a infecção. A pesquisa foi publicada na revista especializada americana Proceedings of the National Academy of Sciences. Equipamentos sensíveis Os pesquisadores do Instituto Karolinska analisaram 40 pacientes infectados com o HIV durante sete anos. Geralmente os médicos não registram níveis de infecção quando o número de partículas de HIV cai para menos de 50 por mililitro de sangue. Mas a equipe de pesquisadores usou equipamentos de alta sensibilidade, que conseguiram medir o nível de infecção abaixo desta marca. Os pesquisadores descobriram que o vírus ainda estava presente, em níveis baixos, em 77% dos pacientes pesquisados. E, apesar de os níveis dos vírus permanecerem baixos, estes níveis são altos o bastante para reativar a infecção se o tratamento for interrompido. "É extremamente importante o desenvolvimento de novos medicamentos para erradicar a infecção por HIV, pois os efeitos colaterais associados com o tratamento longo podem ser fortes", disse Sarah Palmer, uma das pesquisadoras. Palmer também alertou que, ao interromper o tratamento com os medicamentos, aumenta o risco de desenvolvimento de resistência do HIV, o que pode fazer com que futuros tratamentos sejam menos eficazes. O risco destes pacientes em tratamento infectarem outras pessoas é baixo, mas também não pode ser descartado, segundo a pesquisa. |
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