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Atualizado às: 27 de fevereiro, 2008 - 08h40 GMT (05h40 Brasília)
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Fóssil de réptil marinho é 'o maior já encontrado', dizem cientistas

TOR SPONGA, BT

Cientistas noruegueses afirmam que o fóssil de um réptil marinho gigante encontrado numa ilha do oceano Ártico, em 2006, é o maior já encontrado.

O pliossauro, que viveu na era jurássica, há 150 milhões de anos, foi descoberto numa das ilhas do arquipélago norueguês de Svalbard. Junto com outros 40 répteis, a espécie forma uma “coleção de tesouros” identificada no local.

Apelidada de “O Monstro” pelos pesquisadores, a criatura gigantesca teria 15 metros de comprimento do focinho à nadadeira.

O líder da expedição, o paleontólogo Jorn Hurum, da Universidade de Oslo, disse que a espécie tem comprimento 20% maior do que o maior réptil marinho já encontrado até então – um pliossauro encontrado na Austrália chamado kronossauro.

Predadores

“Nós fizemos uma ampla pesquisa e agora sabemos que temos o maior pliossauro já encontrado”, disse Hurum à BBC.

“A nadadeira tem três metros de comprimento e poucas partes estão faltando. Na segunda-feira, nós juntamos todos os ossos e ficamos impressionados, pois nunca havíamos visto a ossada completa”, disse o paleontólogo.

Os pliossauros fazem parte de um grupo de répteis extintos que viveram nos oceanos na época dos dinossauros.

TOR SPONGA, BT
O pliossauro era um grande predador dos mares

O corpo do réptil era em forma de gota e tinha duas grandes nadadeiras que aumentavam seu impulso dentro da água.

Segundo o paleontologista Richard Forrest, os animais eram “grandes predadores”.

“Se você comparar o crânio de um grande pliossauro com o de um crocodilo, fica claro que o do pliossauro é muito mais desenvolvido para morder. Tem músculos muito maiores e mandíbulas mais robustas”, disse Forrest.

“Um grande pliossauro era grande o suficiente para abocanhar um carro pequeno e parti-lo ao meio.”

“O monstro” foi escavado em agosto de 2007. Antes de ser levado para o Museu de História Natural, em Oslo, os paleontólogos removeram com as mãos toneladas de pedras que envolviam o fóssil.

Nas escavações, feitas sob fortes ventos, chuvas, temperaturas abaixo de zero e a ameaça de ataques de ursos polares, os pesquisadores conseguiram recuperar o focinho, alguns dentes, a maior parte dos ossos do pescoço e das costas e uma nadadeira quase completa.

Os especialistas pretendem retornar a Svalbard, onde devem continuar as escavações num local onde um outro pliossauro foi identificado.

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