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Atualizado às: 31 de janeiro, 2008 - 21h29 GMT (19h29 Brasília)
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Empresa aérea oferece acordo em disputa com Sarkozy
O anúncio da Ryanair que gerou a disputa judicial
Carla Bruni diz que cobraria 500 mil euros para participar de campanha
A companhia aérea irlandesa Ryanair ofereceu doar 10 mil euros (cerca de R$ 26 mil) a instituições de caridade como forma de resolver uma disputa judicial com o presidente francês Nicolas Sarkozy e sua namorada, Carla Bruni.

Os dois processam a empresa pela utilização de uma imagem do casal, sem autorização, em um anúncio para vender passagens aéreas a preços promocionais.

Sarkozy pede indenização no valor simbólico de um euro, e Bruni reivindica 500 mil euros (R$ 1,3 milhão).

O anúncio, divulgado em jornais franceses no início desta semana, mostra Bruni ao lado de Sarkozy, com um balão de pensamento em cima da sua cabeça em que se lê "Com a Ryanair, toda a minha família pode ir ao casamento".

Os rumores de que o presidente de 53 anos, recém-divorciado, e a ex-modelo e agora cantora de 40 anos vão se casar têm aumentado, em meio a aparições públicas do casal, especialmente depois que o presidente disse em uma entrevista coletiva que seu relacionamento com Bruni é "sério".

Humor

A Ryanair alega que o anúncio apenas tratava de forma bem-humorada um assunto que é de interesse público, mas, na França, as leis de privacidade e exploração de imagem são extremamente rígidas.

A empresa aérea se disse disposta a pagar ao presidente francês o valor de um euro e a doar 5 mil euros (cerca de R$ 13 mil) a uma instituição de caridade de sua escolha.

A empresa estaria disposta a fazer uma oferta semelhante a Carla Bruni, mas se nega a pagar os 500 mil euros em indenização à ex-modelo.

Segundo a Ryanair, o valor pedido é injustificável, já que Bruni se envolveu em um relacionamento amplamente noticiado com o presidente da França e que a fotografia utilizada no anúncio foi tirada de um jornal francês.

Bruni diz que está pedindo o valor que cobraria para aparacer em uma campanha publicitária.

O caso está sendo analisado pela Justiça francesa, que deverá se pronunciar sobre o assunto em breve.

Antecedentes

No mês passado, a Ryanair fez um acordo extrajudicial com o ex-primeiro-ministro sueco Goeran Persson depois que ele processou a empresa por usar a sua fotografia em uma campanha publicitária sem a sua permissão.

No anúncio que gerou o processo, Persson e a ex-ministra Laila Frievalds apareciam juntos em uma fotografia sob a frase "Hora de sair do país?", em um momento de crise no governo sueco.

Na quarta-feira, a empresa foi repreendida pela Advertising Standards Authority (ASA), que regulamenta as propagandas na Grã-Bretanha, por uma outra campanha publicitária.

No caso, o anúncio mostrava uma modelo vestida de estudante e anunciava a "mais quente" promoção de volta às aulas.

A ASA entendeu que a imagem era "irresponsável" porque poderia sugerir uma ligação entre adolescentes e comportamento sexual provocativo.

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