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América Latina só é importante 'para 7% dos americanos' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Apenas 7% dos americanos acreditam que a América Latina é uma região importante para seu país, apontou uma pesquisa realizada pelo instituto Zogby International. O levantamento, publicado na segunda-feira, mostrou que para 43% dos entrevistados o Oriente Médio é a região mais importante para os Estados Unidos, seguida por Ásia (20%) e Europa (12%). “O resultado é surpreendente. É como se os americanos olhassem só para o leste e o oeste, e não para o norte ou sul”, afirmou à BBC Mundo Fritz Wenzel, um dos envolvidos na pesquisa. O estudo mostrou ainda que a maioria dos entrevistados acredita que a política americana deveria concentrar-se na criação de novos empregos na América Latina para frear a imigração para os Estados Unidos. Imigração Quando indagados sobre quais são os fatores que mais pesarão na hora de escolher o próximo presidente, em novembro, 76% responderam que a “imigração será um fator importante ou muito importante”. “O fato é que a maioria dos entrevistados crê que a política externa americana para o hemisfério deve dar prioridade a frear a imigração", disse Peter Hakim, diretor do Centro de Estudos Diálogo Interamericano. "Até os tratados de livre comércio são vistos cada vez mais com maus olhos”, acrescentou Hakim. Segundo o relatório, 47% dos entrevistados consideraram que o Tratado de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA, na siga em inglês) com o Canadá e México foi “negativo” para os Estados Unidos. Percepção Para os especialistas, diante do panorama eleitoral que se vive no país atualmente, é difícil que essa percepção mude. Ao contrário, dizem eles, pode até piorar. O relatório mostrou que o sentimento “anti-imigração” está afetando a percepção dos americanos sobre os países latino-americanos. O levantamento apontou que 61% dos entrevistados se sentem prejudicados com a remessa de dinheiro feita por imigrantes hispânicos, estejam eles legais ou não. “As pessoas se sentem como se eles estivessem se aproveitando do país. Não acreditam que seja bom para a economia o fato de que haja dinheiro saindo do país”, disse Wenzel. “Os números refletem a frustração contra o governo em Washington, que não está fazendo nada para resolver o problema." A pesquisa ouviu 7.106 adultos entre os dias 18 e 21 de janeiro. |
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