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Sensor converte impacto da chuva em energia elétrica | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A edição desta semana da revista britânica de ciência New Scientist publica um artigo sobre uma nova técnica, desenvolvida por cientistas da Comissão de Energia Atômica (CEA), em Grenoble, na França, capaz de coverter a força do impacto criado por pingos de chuva em energia elétrica. Segundo a publicação, os pesquisadores, liderados por Jean-Jacques Chaillout, criaram sensores produzidos com materiais piezo-elétricos - que geram voltagem a partir da força mecânica - para converter o impacto dos pingos em quantidades pequenas de energia. "Pensamos nos pingos de chuva porque ainda são fontes de energia ainda inexploradas na natureza", disse Chaillout à New Scientist. Os sensores de energia pluvial serão capazes de produzir apenas 1 watt de eletricidade por hora, por ano, por metro quadrado - quantia 1 milhão de vezes menor do que a energia elétrica criada a partir da energia solar na França. De acordo com Paul Marks, autor do artigo, a quantidade de energia criada pelos sensores ainda é pequena, mas a pesquisa representa uma idéia inovadora. "O mais importante é que esta técnica está disponível", disse Marks à BBC Brasil. Sensores A equipe de Chaillout iniciou a pesquisa analisando os diferentes tipos de chuva. As análises indicaram que a garoa produz pingos de cerca de 1 milímetro de diâmetro que provocam um impacto energético menor do que pingos causados por pancadas de chuva, que chegam a 5 milímetros. A partir dos resultados, os cientistas fizeram simulações para observar como os pingos caem sobre determinadas superfícies, a fim de estabelecer o tamanho do sensor a ser criado para converter a energia do impacto. Segundo o estudo, o sensor, de 25 micrômetros, é feito de um material piezo-elétrico chamado polivinilideno fluorado (PVDF), resistente à temperatura ambiente. A pesquisa indica ainda que o sensor foi capaz de criar 1 micro-watt de energia por pingo de chuva leve. "Apesar da energia ser pequena comparada à solar, a energia pluvial tem a vantagem de funcionar no escuro e pode ser usada para complementar dispositivos de energia solar", diz a New Scientist. Aplicação De acordo com os cientistas, a primeira aplicação dos sensores poderá ser em torres de resfriamento de estações de energia nuclear, onde a acumulação de resíduos líquidos reduz a eficiência do resfriamento. O time de pesquisadores planeja criar um sensor na superfície dos resíduos que será acionado pelos pingos formados pelo vapor condensado nas torres. Os cientistas indicam ainda que os sensores de energia pluvial poderão ser usados, a médio prazo, em um dispositivo auto-acionado que poderá ser acoplado aos pára-brisas dos carros ou em dispositivos que transmitam a qualidade do ar para centros de análise. O estudo também sugere a criação de um sistema capaz de armazenar a energia captada pelos sensores e que poderia, por exemplo, carregar baterias. |
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