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Meta do Milênio de mortalidade infantil 'não está sendo cumprida' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) sobre a situação mundial da infância mostra que, pela primeira vez o número de mortes entre crianças com menos de cinco anos em todo o mundo, foi inferior a 10 milhões. Ainda assim, se continuar no ritmo atual, não será cumprida a Meta do Milênio referente à redução da mortalidade infantil. “No geral, a situação está melhorando um pouco, mas no ritmo atual a meta não será cumprida”, afirmou a representante do Unicef no Brasil, Marie-Pierre Poirier. “Está numa boa direção, mas muito devagar. É preciso acelerar os esforços para que isso aconteça”, diz ela. O número de mortes de crianças com menos de cinco anos caiu de 93 óbitos por mil nascidos vivos em 1990 para 72 em 2006. Para que a meta de 31 mortes por mil nascidos vivos seja alcançada, é preciso um esforço maior do que o que vem sendo feito atualmente. A meta é que em 2015 o número de crianças que morrem antes de completar cinco anos seja reduzida para 4,3 milhões. O relatório deste ano, que está sendo divulgado nesta terça-feira pelo Unicef, mostra que 9,7 milhões de crianças morreram em 2006 antes de completar cinco anos. No relatório anterior o número era de 13 milhões. Desde 1960, a queda na mortalidade na infância foi de 60%, principalmente por causa de uma redução nas mortes por sarampo nos últimos anos, a partir de campanhas mais efetivas de vacinação em regiões mais carentes, como África e partes da Ásia. América Latina A América Latina é a região que mais evoluiu. Passou de um índice de 55 óbitos por mil nascidos vivos em 1990 para 27 por mil em 2006. Também estão a caminho de cumprir a meta, de acordo com o Unicef, o leste da Ásia, o leste europeu e os países desenvolvidos. Estes já conseguiram uma redução de 10 por mil para 6 por mil entre 1990 e 2006, mas têm que avançar ainda mais. Todas as metas são baseadas na redução em relação ao índice já observado no país, mesmo que já seja reduzido. A África Ocidental e Central são as regiões com a mais alta taxa de mortalidade e que menos progrediram neste período, de 208 óbitos por mil nascidos vivos em 1990 para 186 óbitos por mil em 2006. Também fizeram progressos insuficientes para cumprir a meta no ritmo atual a África Oriental e Meridional, o Oriente Médio e o norte da África e a Ásia Meridional. O Brasil melhorou sua posição em relação a outros países. Num ranking que lista os países com maior mortalidade em primeiro lugar, o Brasil passou de 86° para 113° lugar, com 20 mortes por mil. Na América Latina, só tiveram resultado melhor a Argentina, com 16 mortes por mil nascidos vivos, o Uruguai, com 12 mortes por mil,e o Chile, com nove mortes por mil. |
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