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Atualizado às: 09 de janeiro, 2008 - 13h12 GMT (11h12 Brasília)
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Bachelet troca seis ministros em nova reforma no Chile

Michelle Bachelet
Michelle Bachelet fez três reformas em menos de dois anos
A presidente do Chile, Michelle Bachelet, realizou nesta terça-feira a terceira reforma ministerial de seu governo em menos de dois anos de gestão.

O anúncio já era esperado e foi acelerado depois da renúncia, na semana passada, do então ministro do Interior, Belisario Velasco, cujo cargo é equivalente ao de vice-presidente.

Bachelet substituiu seis dos 22 ministros, incluindo o da Economia, Alejandro Ferreiro. Para seu lugar, nomeou o professor de economia da Universidade do Chile, Hugo Lavados.

Para o Ministério do Interior, Bachelet escolheu Edmundo Pérez-Yoma, ex-ministro da Defesa no governo de Eduardo Frei (1994-2000).

Outra novidade foi a nomeação de Sergio Bitar, ex-ministro da Educação do governo de Ricardo Lagos, que antecedeu o de Bachelet, para a pasta de Obras Públicas.

Um dos principais jornais do país, o La Tercera, destacou nesta quarta-feira que, desta vez, Bachelet fez a "opção por políticos e executivos experientes que venham reforçar sua base partidária".

O ministro da Fazenda, Andrés Velasco, e o titular das Relações Exteriores, Alejandro Foxley, foram mantidos na equipe de Bachelet.

Disputas internas

A reforma ministerial foi bem recebida pela base governista e pela oposição, mas ocorre em um momento político agitado, marcado pelas disputas internas dentro da chamada Concertación, que reúne partidos da base política do governo.

Horas antes do anúncio de Bachelet, cinco parlamentares decidiram deixar a bancada governista. A Concertación governa o Chile desde o retorno da democracia, em 1990, reunindo partidos de centro e de esquerda, entre eles o Partido Socialista e a Democracia Cristã (DC).

Na semana passada, logo após a saída de Belisário Velasco, Bachelet pediu a renúncia de todos os prefeitos das regiões do Chile – eles não são eleitos pelo voto direto, mas nomeados pelo governo central.

Alguns deles, já entregaram o cargo e foram substituídos. Com as mudanças no ministério, Bachelet disse que pretende iniciar a "segunda etapa da sua gestão".

Também nesta terça-feira, a presidente Bachelet perdeu a maioria na Câmara e no Senado.

Foi poucas horas antes do seu anúncio de reforma ministerial e devido à saída de cinco parlamentares da Concertación, a base governista.

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