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Hábitos saudáveis podem estender vida em 14 anos, diz estudo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma pesquisa britânica aponta uma fórmula que pode estender a vida em até 14 anos: fazer exercícios físicos, ter uma alimentação rica em frutas e verduras, beber álcool moderadamente e não fumar. Pesquisadores da Universidade de Cambridge e do Conselho de Pesquisa Médica de Norfolk afirmam que as pessoas que não seguem nenhum destes quatro preceitos têm quatro vezes mais chances de morrer. Além disso, os resultados da pesquisa permaneceram inalterados quando foram estudadas pessoas mais pobres ou mais gordas. O estudo foi realizado com cerca de 20 mil homens e mulheres de Norfolk com idades entre 45 e 79 anos, sendo que nenhum tinha câncer ou problemas cardiovasculares no início da pesquisa, em 1993. Pontuação As pessoas recebiam um ponto para cada um dos seguintes hábitos: não fumar, consumir entre uma e 14 unidades de álcool por semana (o equivalente a meio e sete copos de vinho), ingerir cinco porções de frutas ou verduras por dia e não ser fisicamente inativo. Este último hábito foi definido como ter uma profissão sedentária e realizar meia hora de exercício por dia ou ter um emprego não-sedentário, como o de enfermeira ou encanador. De acordo com os resultados, os pesquisadores afirmam que o grupo que marcou quatro pontos tinha menos risco de morrer e que uma pessoa com 60 anos com zero ponto tinha o mesmo risco de morrer que uma pessoa de 74 anos com quatro pontos. "Sabemos que isoladamente medidas como não fumar e praticar exercícios podem ter um impacto na longevidade, mas esta é a primeira vez que olhamos para todos os hábitos ao mesmo tempo", disse o professor Kay-Tee Khaw, chefe da pesquisa. "Também descobrimos que a classe social e o IMC (Índice de Massa Corporal) realmente não têm nenhuma influência", acrescentou. "Isso significa que uma grande parte da população realmente pode perceber benefícios na saúde com mudanças moderadas." As descobertas foram mais acentuadas na redução das mortes por doenças cardiovasculares: pessoas com nenhum ponto tinham cinco vezes mais risco de morrer do que aquelas com quatro pontos. |
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