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'Diário de Anne Frank' ganha versão musical em Madri | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Diário de Anne Frank, relato mais famoso da história da Segunda Guerra Mundial, ganha uma versão musical em Madri. O espetáculo O Diário de Anne Frank, um canto à vida estréia no próximo mês e é a primeira montagem musical em teatro para o best-seller, traduzido em 60 idiomas e com mais de 40 milhões de exemplares vendidos. Desde 1959, a Fundação Anne Frank, que detém os direitos autorais da obra, não concedia autorização para o uso do relato. Em 1980, a Fundação negou ao diretor de cinema Steven Spielberg a licença para filmar a história da menina judia que sofreu com as atrocidades do holocausto durante o período nazista. Segundo Jan Eric Dubbelmann, porta-voz da fundação, a montagem em Madri pode aproximar a figura de Anne Frank a outros públicos. "Esta montagem é especial, respeita a mensagem de tolerância dentro da tragédia, que é o que queremos manter vivo", disse Dubbelmann. "Sendo em espanhol, a peça pode ajudar a aproximar a figura e as palavras de Anne Frank ao mundo latino-americano, uma comunidade que se interessa muito por tudo o que aconteceu com ela", acrescentou. A montagem O Diário de Anne Frank, um canto à vida terá dois cenários: o refúgio onde Anne ficou escondida com outras sete pessoas, descrito no livro como "casa de trás", e o exterior, um bairro sobre os canais de Amsterdã ameaçado pelas tropas de Hitler. A história pretende, a partir da experiência de Anne Frank e de sua família, mostrar a realidade dos mais de 30 mil judeus holandeses que estiveram escondidos durante a guerra, mas acabaram sendo enviados aos campos de concentração. Anne e sua irmã Margot e a mãe, Edith, foram vítimas dos campos de concentração. Apenas o pai, Otto, sobreviveu ao Holocausto e revelou o diário da adolescente, escrito quando ela tinha entre 13 e 15 anos. Apesar da tragédia, a produção do espetáculo vai incluir momentos divertidos na montagem. "Essa é a licença poética: incluir humor, alegria ou contar piadas que tiram a dramaticidade da situação", afirma o ator Alberto Vázquez, que vai interpretar o pai da protagonista. "A família Frank e seus amigos escondidos usavam esse recursos", acrescentou Vázquez. Estrela A estrela do musical será a cubana Isabel Castillo, de 13 anos. Ela foi eleita depois de um teste com 800 meninas. Isabel também tem uma trajetória de refugiada com a família, primeiro em Belize, depois em Miami. Mesmo depois da autorização, o projeto do musical ficou engavetado por dez anos. "Foi um processo longo, desde ganhar a confiança dos holandeses, até fechar todos os detalhes para mostrar uma história tão conhecida", disse Rafael Alvero, diretor do musical. "Cheguei a fazer uma promessa a meu filho que iria manter vivo o ícone contra a xenofobia e de defesa os direitos dos menores, que é o que Anne representa", contou Alvero. A produção do espetáculo vai custar R$ 7,8 milhões e estréia no próximo dia 28 de fevereiro no teatro Häagen Dazs-Calderón, em Madri. |
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