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Atualizado às: 16 de dezembro, 2007 - 20h45 GMT (18h45 Brasília)
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Lula vai à Bolívia anunciar investimentos de US$ 750 mi no gás

Lula e Morales
Acordo energético está programado desde o mês passado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega neste domingo a La Paz para anunciar a retomada dos investimentos da Petrobras na Bolívia.

A empresa brasileira vai investir US$ 750 milhões nos próximos anos na ampliação da capacidade de produção de gás no país, exportado para o Brasil e a Argentina.

Este será o primeiro investimento no país desde a nacionalização do setor de hidrocarbonetos, decretada em maio do ano passado pelo presidente Evo Morales e efetivada em outubro com a assinatura de novos contratos que colocam as petroleiras estrangeiras como prestadoras de serviço da YPFB, a estatal boliviana, e reduzem a margem de lucro das empresas.

O investimento da Petrobras será direcionado para o aumento da produção nos campos de San Alberto, San Antonio e Ingre.

Atualmente, a Bolívia produz 39 milhões de metros cúbicos/dia, mas precisa de capital externo para ampliar esta produção e cumprir os contratos de fornecimento que ultrapassam este montante.

O Brasil, apesar da descoberta de uma grande reserva de gás na Bacia de Santos, precisa importar gás nos próximos anos até que a produção brasileira seja iniciada.

Os dois presidentes também devem efetivar um acordo fechado na visita de Morales a Brasília, no início do ano, quando ficou acertado que a Petrobras pagaria preços de mercado pelos gases nobres que recebe junto com o gás combustível.

Com isso, a Petrobras deve pagar mais US$ 180 milhões por ano ao governo boliviano pelo gás que já compra do país.

Ligação interoceânica

O primeiro compromisso de Lula em La Paz é um encontro, já na noite de domingo, com Morales e a presidente chilena, Michele Bachelet, para acertar a construção do corredor interoceânico que vai ligar o Brasil ao litoral chileno através da Bolívia e deve estar pronto na primeira metade de 2009.

O acordo entre Bolívia e Chile é considerado histórico pela diplomacia brasileira, já que os dois países não têm relações diplomáticas desde os anos 70 e atualmente mantêm apenas relações consulares.

A nova rodovia terá 2.550 quilômetros de estrada no Brasil e outros 3.350 quilômetros na Bolívia e no Chile. O corredor ligará o Porto de Santos aos portos chilenos de Arica e Iquique, passando por Corumbá e Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia.

A idéia é facilitar o escoamento de produtos brasileiros que podem ser exportados pelo Oceano Pacífico e dar à Bolívia uma ligação para o mar.

Os trechos brasileiro e chileno já têm estradas em boas condições, mas é preciso fazer ou melhorar o trecho boliviano.

O modelo de financiamento ainda não está definido, mas o governo brasileiro não descarta que o projeto seja financiado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Acordo migratório

A agenda de Lula em La Paz inclui ainda o anúncio oficial do financiamento de 300 tratores Agrale, no valor de US$ 35 milhões, com financiamento com juros de 2% ao ano e carência de cinco anos para pagamento.

Os dois presidentes devem discutir ainda uma usina hidrelétrica binacional no Rio Mamoré, mas ainda não está certo se a construção será anunciada durante a visita.

Outro assunto na agenda dos dois presidentes é o acordo migratório para regularizar a situação de brasileiros na Bolívia e de bolivianos no Brasil.

O prazo para regularização foi estendido até setembro de 2008 e um fundo para ajudar na regularização dos brasileiros, de US$ 10 milhões, foi aprovado pelo Congresso brasileiro na semana passada.

Cerca de 250 famílias de brasileiros vivem no norte da Bolívia, numa área próxima da fronteira com os Estados do Acre e Rondônia. O número de bolivianos no Brasil é bem maior. Somente em São Paulo, o Itamaraty estima que sejam 70 mil.

O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, e o ministro boliviano de Hidrocarbonetos, Carlos Villegas, em reunião em La Paz em 6 de novembro de 2007Gás da Bolívia
Depois do mercado interno, prioridade é o Brasil, diz ministro.
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Brasil e Bolívia vão assinar novo acordo energético.
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