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Ministros chegam a Bali para fase final de reunião sobre clima | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Nesta quarta-feira, o segmento ministerial, que é a última parte da reunião da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre mudança climática em Bali, na Indonésia, começa com um problema a menos para o Brasil: a questão do desmatamento. Embora a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, ainda vá ter que discutir uma proposta do governo de Papua Nova Guiné, que quer incluir uma referência a ações imediatas e vincular isso a futuras decisões, na terça-feira, foi aprovado um texto preliminar que abre caminho para o desenvolvimento dos chamados mecanismos REDD. A idéia dos REDD – sigla para Redução das Emissões de Desmatamento e Degradação – é que os países ricos recompensem as nações em desenvolvimento pela diminuição na destruição de suas florestas. A forma dessa compensação, outra questão polêmica, deve ser discutida ao longo dos próximos anos. Há quem defenda a emissão de créditos de carbono para serem vendidos no mercado, mas o Brasil, por exemplo, defende a criação de um fundo voluntário com verbas provenientes dos países ricos que seria aplicado à discrição de cada país. Degradação A grande desavença entre o governo brasileiro e a maior parte dos outros países em desenvolvimento girava em torno da degradação, um termo técnico para a destruição parcial das matas. O problema é que os cientistas ainda não desenvolveram métodos precisos para calcular esse tipo de dano, o que dificulta a avaliação sobre se houve redução ou não. Outro ponto de atrito entre os participantes do grupo de trabalho era a inclusão de uma menção à conservação das florestas, que na opinião brasileira desvirtuava o princípio de tratar apenas da redução de desmatamento, não de desmatamento evitado ou conservação de florestas. A delegação brasileira flexibilizou sua posição nesta semana e aceitou que se faça menções no texto final de Bali sobre a degradação e sobre a criação de créditos no mercado de carbono para combater o desmatamento. Isso não significa que o país mudou suas posições, mas aceita continuar a discutir e buscar acordo esses pontos. O secretário-executivo da reunião de Bali, Yvo de Boer, aparentava satisfação ao anunciar o acordo na terça-feira. Segundo ele, ficou faltando apenas decidir o que fazer com a questão da conservação, que "deve ser discutida pelos ministros". Para os observadores da reunião, o assunto parece ter fluído melhor depois da flexibilização da postura brasileira. Nesta quarta-feira, a fase ministerial do encontro em Bali foi aberta por discursos do presidente da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono, e do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon. Do lado de fora, organizações ambientalistas fizeram manifestações por um avanço mais ágil das negociações, que, na opinião dos ambientalistas, andou "a passo de lesma" nos últimos dois dias. |
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