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Atualizado às: 26 de novembro, 2007 - 18h11 GMT (16h11 Brasília)
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Uruguai autoriza acesso parcial por terra à Argentina

Indústria de papel Botnia no Uruguai
A fábrica da Botnia no Uruguai começou a funcionar este mês
O governo do presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, reabriu nesta segunda-feira o trânsito em duas das três pontes que ligam o país à Argentina.

Os acessos de Paysandú para Colón e de Concórdia para Salto Grande já funcionam normalmente, segundo a imprensa uruguaia. Pouco antes da decisão, o prefeito de Concórdia, Juan Carlos Cresto, reclamou que uma fila de caminhões não parava de crescer na fronteira entre os dois vizinhos.

No domingo, o Uruguai havia determinado o fechamento de todos os acessos do país à Argentina em função da disputa envolvendo a construção de uma fábrica de celulose.

O governo Vázquez decidiu manter bloqueado o trânsito de Gualeguaychú, na Argentina, para a cidade de Fray Bentos, no Uruguai, endereço da fábrica Botnia, motivo da discórdia entre os países.

Recentemente, o governo uruguaio já havia determinado a suspensão do acesso – de carro ou a pé – às outras duas pontes binacionais – Gualeguaychú-Fray Bentos e Colón-Paysandú.

O objetivo de Vázquez, segundo o jornal uruguaio El País, é impedir que manifestantes argentinos cheguem ao território uruguaio para protestar perto da fábrica da Botnia em Fray Bentos.

Esta fábrica, de capital finlandês, é o maior investimento já feito no Uruguai. Do outro lado da fronteira, moradores da cidade argentina de Gualeguaychú afirmam que a fábrica poluirá a região e colocará suas economias e suas vidas em risco.

Diante do impasse entre os governos de Vázquez e do presidente argentino Néstor Kirchner, o caso passou a ser analisado, por apelo argentino, no Tribunal Internacional de Haia, na Holanda. Mas ainda não existe data certa para o parecer final do caso.

A disputa entre os vizinhos – batizada de “guerra de papel” ou “guerra das ‘papeleiras’” – também está sendo intermediada, sem muitos avanços, pelo rei da Espanha, Juan Carlos.

A decisão de Vázquez de impedir o acesso por terra ao país levou o ministro das Relações Exteriores da Argentina, Jorge Taiana, a convocar o embaixador do Uruguai, Francisco Bustillo, para um reunião, na qual ele demonstrou a “preocupação” e “insatisfação” do governo argentino.

Mas ainda não há sinais de entendimento nesta disputa. A fábrica já está funcionando.

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