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França enfrenta novo caos em 2º dia de greve nos transportes | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
No segundo dia da greve dos funcionários dos transportes públicos na França, cerca de 400 km de congestionamento foram registrados na manhã desta quinta-feira nas estradas que ligam a periferia à capital, Paris. Muitos franceses tiveram dificuldade de chegar ao trabalho por causa do caos no trânsito. A circulação dos trens permanece afetada. As ferrovias continuam operando com número de trens extremamente reduzido em horários de pico. Em Paris, muitos foram ao trabalho de bicicleta, já que apenas 25% dos metrôs e 25% dos ônibus estão funcionando. Negociações Os sindicatos estão protestando contra a reforma de seu regime de aposentadorias especiais, proposta pelo presidente Nicolas Sarkozy. A medida prevê o aumento do tempo de contribuição de 37,5 anos para 40 anos de trabalho. O governo francês vem reiterando que esse ponto da reforma “não será negociado”. Para Sarkozy, “a greve precisa acabar o mais rápido possível”. Na noite de quarta-feira, o ministro do Trabalho francês propôs aos ferroviários e metroviários o prazo de um mês para que as novas negociações entre os sindicatos e estatais do setor de transportes possam resultar em um acordo. De acordo com o ministro, após esse prazo, a lei da reforma das aposentadorias especiais será publicada. Normalização Ainda não se sabe quanto tempo a greve nos transportes poderá durar. Até agora, os sindicatos não anunciaram a retomada normal das atividades. Os grevistas devem se reunir na tarde desta quinta-feira para anunciar a decisão de continuar ou não a paralisação. A greve dos funcionários dos transportes públicos não é a única ocorrendo na França no momento. O governo enfrenta ainda a greve dos estudantes universitários, que protestam contra outra reforma, a da autonomia financeira e administrativa das faculdades. O movimento vem ganhando força nos últimos dias. Cerca de 20 universidades, de um total de 85, estão parcialmente ou totalmente paralisadas. A nova lei prevê, por exemplo, que as faculdades possam realizar parcerias com empresas, o que os estudantes consideram uma “privatização” do ensino superior. |
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