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Atualizado às: 12 de novembro, 2007 - 11h28 GMT (09h28 Brasília)
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Autoridades na Itália discutem violência de torcedores

Policiais em confronto com torcedores em Roma
Violência deixou ao menos 40 policiais feridos
Representantes da Federação Italiana de Futebol, da polícia italiana e do governo se reúnem nesta segunda-feira para discutir a onda de violência em torno dos principais estádios do país, depois que um policial matou - supostamente por acidente - um torcedor, no início da tarde de domingo.

Gabriele Sandri, de 28 anos, foi vítima de um disparo feito por um policial de plantão num posto de gasolina na localidade de Badia al Pino, perto da cidade de Arezzo, na região da Toscana. Segundo as primeiras informações, ele tentava apartar uma briga entre torcedores rivais.

O ministro do Interior italiano, Giuliano Amato, disse que o incidente foi “trágico erro que será apurado sem reticências”.

A decisão oficial de não suspender os jogos previstos para o domingo, atrasando-os em dez minutos em respeito a Sandri, funcionou como pretexto para que torcidas radicais, conhecidos como Ultràs, entrassem em confronto com policiais dentro e fora dos estádios. Pelo menos 40 policiais ficaram feridos.

Cancelamento

Em Bérgamo, policiais e torcedores do Atalanta e do Milan se enfrentaram poucos antes da partida. Dentro de campo, uma proteção de vidro blindado foi destruída e a partida acabou sendo interrompida depois de sete minutos de jogo, por falta de segurança.

Pelo mesmo motivo, em Milão, após o cancelamento de Inter x Lazio, cerca de 300 torcedores marcharam rumo a uma delegacia próxima ao estádio de San Siro e ameaçaram invadi-la.

Em seguida, o grupo cercou o prédio da RAI, a televisão pública italiana, mas foi contido por uma tropa de choque. No entanto, dois cinegrafistas foram agredidos e perderam as suas câmeras.

Roma, cidade-natal de Gabriele Sandri, viveu cenas de violência depois do anúncio, no fim da tarde, da anulação do jogo entre o time de casa e o Cagliari. Centenas de torcedores tomaram conta das ruas nas vizinhanças do estádio Olímpico e destruíram motocicletas, carros e um ônibus da polícia.

A sede do Comitê Olímpico Italiano foi depredada e delegacias foram alvos de coquetéis molotov. A situação apenas se acalmou no fim da noite.

A questão da violência no futebol italiano já tinha sido a causa de uma longa paralisação do campeonato no ano passado. Na época, o assassinato de um policial durante uma briga de torcedores na Sicília obrigou a uma revisão geral das regras de segurança.

O fechamento de estádios para reformas e a validade por 48 horas da prisão em flagrante foram algumas das medidas tomadas para transformar o futebol italiano num esporte saudável e civilizado.

Regras ainda mais duras deverão ser anunciadas pelo governo na tentativa de evitar que episódios como o de domingo voltem a acontecer no país campeão do mundo de futebol.

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