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Atualizado às: 12 de novembro, 2007 - 11h07 GMT (09h07 Brasília)
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Crise de crédito causa quedas em bolsas na Ásia

Corretor observa ações no Japão
Bolsa de Tóquio teve sua pior baixa desde julho de 2006
As Bolsas de Valores da Ásia fecharam em baixa nesta segunda-feira, em meio a temores de que a crise de crédito no mercado imobiliário americano continuará afetando ainda mais os mercados globais.

O índice Nikkei, de Tóquio, fechou em baixa de 2,48%, a pior queda desde julho de 2006.

A Bolsa de Valores de Hong Kong fechou em baixa de 3,88%. Houve quedas ainda em Cingapura, Malásia e Índia.

A queda na Ásia acompanha a tendência negativa iniciada na semana passada, quando várias instituições financeiras anunciaram perdas significativas em seus resultados do terceiro trimestre, e ecoa ainda as perdas causadas pela crise no mercado imobiliário norte-americano, que teve início em agosto.

Crise de consumo

Vários bancos divulgam agora a extensão do prejuízo causado pelas perdas recorrentes da crise, em vários mercados do mundo.

Em Hong Kong, as ações da Holding HSBC caíram depois que o jornal britânico Sunday Telegraph antecipou que o banco irá revelar perdas de mais US$ 1 bilhão por causa da sua exposição à crise imobiliária americana, no anúncio de seus resultados do terceiro trimestre nesta semana.

Além dos efeitos diretos nos papéis dos bancos, a crise imobiliária também afeta outras empresas com ações na bolsa através do fantasma da retração de consumo.

Vários investidores com ações de empresas manufatureiras exportadoras da Ásia vêm se desfazendo dos papéis e aplicando em commodities cotadas em dólar, como petróleo e ouro.

Países da Ásia exportam grande parte da produção de suas indústrias aos Estados Unidos. A crise de crédito significa uma queda no consumo norte-americano, o que poderá fazer com que o volume de negócios com a Ásia acabe diminuindo.

Segundo analistas, os investidores vêem num dólar fraco a redução do poder de compra do consumidor americano e a conseqüente queda nas vendas asiáticas aos Estados Unidos.

Por outro lado, também investem em ouro e petróleo, por entender que recursos cotados em dólar “barato” seriam uma “barganha”.

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