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Corrupção e insegurança põem em risco investimentos no Brasil, diz relatório | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Corrupção generalizada e deficiências na área da segurança são as principais ameaças aos investimentos externos no Brasil, segundo dados do relatório Risk Map 2008 (Mapa do Risco 2008), divulgado nesta quinta-feira pela empresa de consultoria Control Risk. O estudo analisou os riscos para estabilidade de negócios estrangeiros sob o ponto de vista da segurança e da estabilidade política em 200 países. “A corrupção generalizada no Brasil continuará sendo o principal risco político para as empresas estrangeiras. O país continua com uma pontuação precária nos rankings internacionais que avaliam as administrações”, sugere o estudo. “Pedidos de propina em grandes contratos com o governo, corrupção corporativa e práticas de negócios ilícitas são grandes motivos de preocupação para companhias estrangeiras”, avalia o relatório. O Risk Map 2008, no entanto, acredita que os escândalos de corrupção envolvendo integrantes dos altos escalões do governo "provavelmente não representarão ameaça à estabilidade política e não devem minar os índices de aprovação de Lula". Impacto negativo No tocante à segurança, o levantamento aponta que as deficiências nesta área continuarão tendo um "impacto negativo" nas transações de negócios, principalmente nos grandes centros urbanos, onde os riscos são maiores. “Os índices de criminalidade continuam altos e demonstram que os esforços do governo para combater os problemas com a segurança falharam.” “Coordenação precária entre as autoridades estaduais e federais, combinadas com a corrupção policial generalizada e a desigualdade social desenfreada atrasam as chances de melhorias num futuro próximo”, apontou o estudo. “O crime organizado é também uma área preocupante. Grupos como o Primeiro Comando da Capital (PCC), em São Paulo, e gangues de tráfico de drogas no Rio de Janeiro continuarão desafiando as autoridades nas áreas periféricas." O levantamento pondera, no entanto, que desde a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006, as preocupações dos investidores diminuíram graças à adoção de políticas pragmáticas e o afastamento de práticas intervencionistas.
“Como o governo continua na via favorável à abertura dos mercados, um número maior de investimentos estrangeiros vai fomentar o crescimento econômico que, mesmo que não seja espetacular, continuará sólido e acima da média registrada nos últimos 15 anos.” “Em contrapartida, a bandeira do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para reformas de infra-estrutura não terá grandes progressos no curto ou médio prazo devido à burocracia e à posição relativamente fraca do partido do presidente, o PT, no Congresso”, concluiu o estudo. |
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