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Rei saudita faz visita histórica ao papa Bento 16 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O papa Bento 16 e o rei da Arábia Saudita, Abdullah bin Abdul Aziz al-Saud, se reuniram na manhã desta terça-feira em um encontro histórico no Vaticano. Cercado por uma escolta formada por um grande número de carros, o monarca saudita chegou ao Vaticano por volta das 12h30 (9h30, no horário de Brasília) para a primeira audiência entre um pontífice e o responsável pela custódia dos locais mais sagrados do Islã: Meca e Medina. O encontro entre o papa e o rei Abdullah, que realiza uma visita oficial de 13 dias à Europa, foi significativo também porque a Arábia Saudita não tem relações diplomáticas oficiais com o Vaticano, que acusa o país de impedir os cristãos de praticar a fé em público. Especialistas em assuntos do Vaticano afirmam que o encontro deve ser considerado um passo importante para o reconhecimento da liberdade religiosa. Visita e carta Iniciativas nesse sentido começaram nos últimos dois meses, com a visita à Santa Sé do ministro de Relações Exteriores da Arábia Saudita, o príncipe Saud al-Faisal, no dia 6 de setembro. No início de outubro, lideranças religiosas e intelectuais muçulmanos enviaram uma carta enviada ao papa em que pediam a paz entre o cristianismo e o Islã. Há menos de duas semanas, o presidente do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-Religioso, o cardeal Jean-Louis Tauran, confirmou que o Vaticano pretende responder em breve o documento em que líderes muçulmanos afirmam que "a própria sobrevivência do mundo pode estar em jogo". De acordo com o cardeal Tauran, "muçulmanos e cristãos constituem 55% da população mundial e isso representa um grande potencial a contribuir para a paz mundial". "O diálogo é uma peregrinação e um risco", afirmou. "É uma peregrinação justamente porque é preciso muito tempo para nos conhecermos, para entendermos as riquezas do outro." Pauta Na audiência desta terça-feira entre o papa Bento 16 e o rei saudita, entraram em discussão assuntos como a defesa dos valores religiosos e morais, o conflito no Oriente Médio, a situação política e religiosa na Arábia Saudita e a importância do diálogo intercultural e inter-religioso. O monarca esteve no Vaticano em outra ocasião. Em 1999, quando ainda era príncipe herdeiro, ele esteve reunido com o papa João Paulo 2º. Além do encontro com Bento 16, a agenda desta terça-feira do rei Abdullah incluía audiências com o primeiro-ministro italiano, Romano Prodi, e com o prefeito de Roma, Walter Veltroni. Depois da Itália, o monarca saudita segue para a Alemanha e para a Turquia. |
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