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Atualizado às: 30 de outubro, 2007 - 10h20 GMT (08h20 Brasília)
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Brasil alimenta corrida armamentista na AL, diz jornal
Jornais
O Brasil faz parte dos países latino-americanos que alimentam uma nova corrida armamentista na região, afirma nesta terça-feira uma reportagem do jornal argentino Clarín.

O diário de Buenos Aires dedica dois textos à analise do que chama de "indícios de uma incipiente corrida armamentista na América Latina", incluindo a duplicação do gasto militar brasileiro.

Por trás do aumento das despesas com armas está um desejo dos militares brasileiros de recuperar um "atraso militar" em relação aos países vizinhos, afirma a correspondente do jornal no Brasil.

"O plano é aumentar o potencial militar brasileiro de ‘dissuasão’ e, ao mesmo tempo, vincular o rearmamento ao desenvolvimento da indústria nacional", afirma a repórter.

"Isto explica que o novo orçamento militar seja o mais generoso entre os já enviados (ao Congresso) durante os cinco anos de Presidência de Lula."

Citado na matéria, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, diz que o Brasil não tem planos "expansionistas". O Clarín nota ainda que o rearmamento do país encontra apoio consensual entre partidários de todo o espectro político, da direita à esquerda.

Corrida regional

Em uma análise regional, o diário argentino contextualiza a elevação do gasto militar brasileiro. Diz que o país está ao lado de Venezuela, Colômbia e Chile como um dos países que alimentam a corrida armamentista na região.

Um estudo de 2005 citado pelo jornal diz que o Chile liderou a corrida naquele ano, gastando US$ 2,78 bilhões em despesas militares, seguido pela Venezuela (US$ 2,2 bilhões) e o Brasil (US$ 1,34 bilhão).

"A Venezuela, que comprou desde aviões de combate até submarinos – invocando o risco de uma intervenção militar dos Estados Unidos – é o caso mais citado, mas não o único nem o menor", escreve o analista do Clarín.

"A sobrevivência de antigos conflitos não-resolvidos na região faz pensar que o país poderia resistir à tentação de se rearmar se um ou mais vizinhos o fizer."

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