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Atualizado às: 21 de outubro, 2007 - 17h48 GMT (14h48 Brasília)
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Cientistas estudam uso de CO para tratar transplantes
Órgão doado
Tratamento poderia reduzir problemas de rejeição
Cientistas disseram ter desenvolvido um método para ajudar pacientes a se recuperarem de cirurgias de transplantes de órgãos utilizando monóxido de carbono (CO).

Embora o gás seja letal se administrado em volumes elevados, pode ajudar a dilatar vasos sanguíneos e diminuir inflamações se aplicado em doses menores, disseram os pesquisadores da Universidade de Sheffield.

O tratamento, que utilizaria CO por meio de moléculas capazes de transportar o gás, poderia começar a ser aplicado em 2010.

Segundo os pesquisadores, o método poderia ter outras aplicações, entre elas o tratamento de doenças inflamatórias, como artrite reumatóide e hipertensão pulmonar.

Injeção

Inalar o monóxido de carbono de maneira convencional traria um risco elevado para pacientes e médicos expostos ao gás.

O tratamento eliminaria este risco, disse o professor Brian Mann, co-autor das pesquisas junto com o colega Roberto Motterlini no Instituto de Pesquisas Médicas Northwick Park.

O sistema consiste em injetar no organismo ou tomar moléculas solúveis em água que liberam CO (CORM, pela sigla em inglês).

O professor Mann disse que as moléculas "se dissolvem na água e podem ser produzidas de forma líquida". Isso, diz ele, permite que elas se incorporem rapidamente à corrente sanguínea. Outra maneira é administrá-las por injeções.

"É uma forma muito mais segura de administrar monóxido de carbono", disse o professor.

Segundo Mann as moléculas podem ser "programadas" para se concentrar em um lugar específico do corpo. No caso de pacientes recuperando-se de transplantes, o órgão doado poderia ser tratado para minimizar o risco de rejeição.

O cientista Ian Fairlamb, da Universidade de York, disse que já há outros cientistas pesquisando novas técnicas para produzir CORMs a partir do trabalho pioneiro de Motterlini.

"A princípio, pode parecer surpreendente que o CO seja benéfico, porque é um gás tóxico", explicou.

"Mas pequenas doses de CO podem provocar uma ampla gama de efeitos biológicos que podem ser usados em muitas aplicações terapêuticas."

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