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Brown nega que pesquisas mudaram decisão sobre eleição | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Gordon Brown, disse nesta segunda-feira que assume "responsabilidade total" pelas especulações sobre a possível realização de uma eleição antecipada no país e negou que pesquisas de opinião desfavoráveis a seu partido tenham provocado sua decisão de não convocá-la. "Meu primeiro instinto, sendo honesto com todos vocês, era de querer continuar com meu trabalho" sem convocar a eleição, disse. "Mas eu ouvi as pessoas. Eu ouvi de candidatos (…) que nós ganharíamos a eleição." Brown, porém, disse que optou em não convocar o pleito porque queria "mais tempo" para construir sua "visão do futuro do país". Além de descartar uma eleição que ocorreria possivelmente em novembro, o premiê disse que é "improvável" que seja realizado um pleito em 2008. Segundo a lei britânica, o primeiro-ministro pode convocar eleições gerais quando quiser, com 17 dias úteis de antecedência, durante os cinco anos de mandato dos parlamentares. Fraqueza As especulações sobre um possível pleito aumentaram nas últimas semanas, após pesquisas de opinião terem revelado vantagem do partido de Brown, o Trabalhista, em relação ao Partido Conservador, o principal de oposição. Mas novas pesquisas, publicadas neste domingo, indicaram que os trabalhistas teriam perdido espaço. Uma enquete, do jornal britânico News of the World, indicou que os Conservadores estão agora na dianteira com cerca de 44% das intenções de voto, contra 38% para os trabalhistas. Outra, do Sunday Times, dão vantagem de três pontos percentuais aos Conservadores. Partidos de oposição acusaram Brown de indecisão e fraqueza após o anúncio do último fim de semana de que não haveria eleições e disseram que a decisão do premiê foi influenciada pela divulgação das pesquisas do News of the World e do Sunday Times. O líder conservador, David Cameron, acusou Brown de "não ter sido correto com a população", acrescentando que todos sabem que ele desistiu da eleição por causa do perigo de perdê-la. "A razão para o primeiro-ministro cancelar esta eleição é porque o Partido Conservador está oferecendo os argumentos sobre as mudanças que o país precisa. As pessoas vêm respondendo muito positivamente a nossas propostas", disse Cameron. Brown se defendeu dizendo que tomar as decisões certas de longo prazo para a economia e a segurança da Grã-Bretanha são sinais de "força e decisão" e que acredita que os trabalhistas ganhariam “em qualquer momento”. |
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