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Suicídios levam tribo na Argentina a isolar jovens | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os líderes de uma tribo indígena na Argentina, perto da fronteira com o Brasil, decidiram manter os jovens de sua comunidade sob quarentena por 60 dias. Eles querem limitar o que chamam de desorientação espiritual de seus jovens, que seria causada pela sociedade moderna que cerca a comunidade. A decisão dos líderes da tribo Guarani em Fortín Mbororé veio depois que dois jovens se mataram e um terceiro tentou suicídio no espaço de uma semana. O chefe indígena Silvino Moreyra disse que a nova geração está imersa numa crise causada pelos “pecados do homem branco”. Para evitar qualquer interferência externa, a tribo não permite consumo de álcool e os jovens abaixo dos 20 anos são proibidos de sair do local. Cerca de 70 voluntários indígenas patrulham os perímetros da tribo para garantir que os adolescentes não desrespeitem as regras da quarentena, que poderá ser estendida caso se prove eficaz. A tribo Guarani de Fortín Mbororé fica perto das Cataratas do Iguaçu, na fronteira entre Argentina e Brasil, onde muitos de seus indígenas trabalham vendendo trabalhos artesanais. Em comparação com outros países latino-americanos, a Argentina não tem uma grande população indígena. Segundo o correspondente da BBC na Argentina, Daniel Schweimler, as comunidades indígenas existentes são geralmente marginalizadas, pobres e lutam para tentar manter línguas e tradições. |
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