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Atualizado às: 21 de setembro, 2007 - 21h01 GMT (18h01 Brasília)
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Após extradição, Fujimori diz que vai 'reencontrar o povo'

O ex-presidente do Peru Alberto Fujimori
Fujimori foi preso no Chile ao chegar do Japão em 2005
O ex-presidente peruano Alberto Fujimori disse nesta sexta-feira que já esperava pela decisão de sua extradição do Chile para o Peru, como determinou a Suprema Corte de Justiça chilena nesta sexta-feira.

De acordo com Fujimori, seus planos saíram como ele previa. "Antes mesmo de vir para o Chile, escrevi o livro Fujimori volta, em que estabeleço qual é o meu plano", declarou.

"Meu objetivo é me reencontrar com meu povo", afirmou à emissora de rádio peruana Radioprogramas. "Eu tive que fazer uma escala no Chile para voltar mais tranqüilo ao meu país."

Fujimori disse que seu cálculo era de que seria extraditado por quatro acusações, mas que está "tranqüilo" com os processos que enfrentará em seu país.

"No Peru, antes, queriam me processar por 40 delitos. Mas a minha extradição foi pedida por 13 casos e eu, agora, volto ao meu país para ser julgado por sete desses processos", completou.

A Suprema Corte chilena decidiu extraditar o ex-presidente por dois crimes de direitos humanos e cinco de corrupção.

Segundo Fujimori, será mais fácil se "concentrar" nessas acusações determinadas pela Justiça chilena. "Todos os outros processos perdem validade", afirmou.

Prazo previsto

O ex-presidente governou o Peru entre 1990 e 2000 e costuma dizer que derrubou a hiperinflação e a guerrilha no país.

Para não ser preso, ele viveu cinco anos no Japão até desembarcar, em novembro de 2005, no Chile, quando foi detido.

No Peru, as audiências dos processos contra Fujimori devem começar na semana que vem e podem demorar até quatro meses, segundo a promotora Adelaida Bolívar.

De acordo com a imprensa peruana, a promotoria quer que os processos não demorem mais do que nove meses para evitar que Fujimori apele à prisão domiciliar.

Pela legislação peruana, quando um condenado faz 70 anos (em julho do ano que vem, no caso de Fujimori), ele passa a ter o direito de cumprir pena em casa, e não na cadeia.

Especula-se que o ex-presidente possa pegar de dez a 30 anos de reclusão.

Telefonema

A decisão da Suprema Corte de Justiça do Chile de extraditar Fujimori – por unanimidade nos casos de direitos humanos e com votação dividida nos casos de corrupção – levou a presidente chilena, Michelle Bachelet, a ligar imediatamente para o colega peruano Alan García.

O porta-voz da presidente, Ricardo Lagos Weber, disse que Bachelet "garantiu" a García que a decisão será respeitada e Fujimori, protegido até ser entregue à Interpol.

A expectativa é de que o ex-presidente embarque ainda nesta sexta-feira para o Peru.

Por medidas de segurança, segundo advogados do ex-presidente, o governo peruano teria decidido não revelar o local onde ele ficará preso.

"Só espero enfrentar um processo justo no meu país", declarou à versão online do jornal El Mercurio.

Em Lima, a filha de Fujimori, Keiko Fujimori, parlamentar mais votada no ano passado, disse que o pai provará sua "inocência".

Alberto Fujimori Alberto Fujimori
Entenda o processo de extradição do ex-presidente peruano.
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