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Atualizado às: 18 de setembro, 2007 - 10h26 GMT (07h26 Brasília)
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Brasil é o 5º país que mais reduziu CFCs, diz ONU
Burcao na camada de ozônio
O "buraco" na camada de ozônio foi revelado em 1985
O Brasil é o quinto país que mais reduziu em volume o consumo de CFCs (clorofluorcarbonos), substâncias que destroem a camada de ozônio, segundo um ranking compilado pela Divisão de Estatísticas das Nações Unidas.

Entre 1995 e 2005, o país cortou o uso dos CFCs, gases também conhecidos como freon, em 9.928 toneladas de Potencial Destruidor de Ozônio, unidade usada para medir os possíveis danos causados à camada que age como um escudo que protege o planeta contra as radiações solares.

O Brasil ficou atrás da China, que cortou 62.167 toneladas, dos Estados Unidos (34.033), do Japão (23.063) e da Rússia (20.641), numa lista de 172 países compilada pela ONU.

Os números mostram os progressos alcançados pelo Protocolo de Montreal, que comemorou 20 anos no último domingo.

O acordo foi assinado em 1987 por 191 países, entre eles o Brasil, que se comprometeram em reduzir o uso de CFC em extintores de incêndios, sprays e aerossóis, refrigeradores de geladeiras e aparelhos de ar-condicionado.

Fundo multilateral

Segundo as estatísticas da ONU, em 1995, o Brasil era o quinto país que mais usava esse tipo de gás (10.895 toneladas). Em 2005, era o 12º, com 967 toneladas, uma queda expressiva de 91,1%.

De acordo com números divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente, a tendência de queda se manteve no Brasil desde 2005: no ano passado, o país usou 479 toneladas de gases destruidores da camada de ozônio. E desde o início de 2007, o país não importa nem produz mais CFCs.

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) é uma das quatro agências implementadoras de um fundo multilateral que administra um programa de cerca de US$ 500 milhões em mais de 100 países para reduzir a emissão de gases nocivos à camada de ozônio.

No Brasil, o PNUD já implantou, desde 1991, 157 projetos para auxiliar o governo brasileiro a cumprir as metas do Protocolo de Montreal.

“Entre eles, estão a eliminação de CFCs na produção de espumas e nos solventes industriais, além da doação de 350 máquinas que reciclam o gás em centrais instaladas em São Paulo e no Rio de Janeiro, evitando que seja lançado na atmosfera”, afirmou Carlos Castro, Coordenador da Unidade de Meio-Ambiente e Desenvolvimento do PNUD.

Ainda de acordo com o PNUD, os 191 países signatários do Protocolo de Montreal eliminaram, conjuntamente, mais de 95% das substâncias que destroem a camada de ozônio e a expectativa é que, até 2075, ela retome seus níveis anteriores à década de 80.

O relatório aponta que 35 países conseguiram zerar o uso dos CFCs, e que 14 reduziram em mais de 92%. De todos esses, apenas Japão, Estados Unidos e Rússia reduziram mais CFCs do que o Brasil em termos de volume.

Meio ambiente
Especialista cobra avanço contra buraco na camada de ozônio.
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