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Atualizado às: 07 de setembro, 2007 - 12h04 GMT (09h04 Brasília)
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Estátua símbolo de Bruxelas ganha roupa de capoeirista

Manneken-Pis vestido de capoeirista (Foto: Márcia Bizzotto / BBC Brasil)
Tradição de vestir estátua em datas especiais começou em 1747
O Manneken-Pis, monumento mais célebre de Bruxelas, se vestiu de capoeirista nesta sexta-feira para celebrar a independência do Brasil e promover a primeira Bienal de Artes Plásticas Brasileiras da Bélgica.

Será a primeira vez que a pequena escultura de bronze, símbolo da capital européia, portará um traje típico brasileiro.

O petulante menino de 55 centímetros de altura, que guarda uma antiga fonte pública da cidade fazendo xixi e completamente nu, só leva roupas em homenagem a ocasiões especiais, uma tradição que começou em 1747 por iniciativa do rei Luís 15.

Este ano ele já foi Elvis Presley, Nelson Mandela e Mozart por um dia.

As diminutas roupas depois são expostas no Museu da Cidade de Bruxelas, que reúne 780 fantasias de diferentes origens já utilizadas pelo Manneken-Pis.

Cultura brasileira

“Ter o Manneken-Pis vestido de brasileiro é uma grande honra e dará um caráter mais popular e mais lúdico à bienal”, afirmou à BBC Brasil a artista plástica Inêz Oludé da Silva, organizadora da Bienal de Artes Plásticas Brasileiras.

“Escolhi o abadá da capoeira porque é uma boa maneira de mostrar essa cultura de resistência. Cada vez estão chegando mais brasileiros à Bélgica e é importante mostrar que também somos portadores de cultura, que não estamos aqui unicamente para invadir, para extrair algo, mas também para aportar coisas.”

Esse é também o objetivo por trás da bienal, que entre 14 e 30 de setembro mostrará nas Casa das Culturas de Saint Gilles, em Bruxelas, uma seleção de telas, fotografias, vídeos e instalações de 14 artistas brasileiros residentes na Europa.

Ao total, serão 70 obras expressando “o sentimento dos brasileiros que fazem parte da Europa”.

“Eu tinha um grande desejo de divulgar algo mais sobre o Brasil além dos clichês comuns aos europeus: Carnaval, futebol, favelas ou pessoas carentes”, conta a organizadora, que vive na Bélgica há 31 anos.

Os artistas que participam da bienal foram selecionados por dois curadores independentes a partir de um edital publicado nas embaixadas brasileiras da Europa.

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