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Teste de parentes de vítimas cardíacas pode evitar 42% de novos casos, diz estudo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma pesquisa realizada pela Universidade de Glasgow indica que 42% dos ataques cardíacos poderiam ser evitados com testes de rotina em parentes de pessoas jovens que já sofreram ataques do coração. Os autores da pesquisa, publicada na última edição da revista científica British Medical Journal, argumentam que irmãos e filhos de vítimas jovens de ataques cardíacos têm um alto risco de sofrer da doença. Eles sugerem que isso pode ser evitado com a identificação e o tratamento de sinais iniciais como pressão alta e colesterol alto nesse grupo de pessoas. Estudos anteriores já haviam indicado que, em comparação com a população em geral, irmãos de pessoas que tiveram ataques cardíacos antes dos 55 anos, no caso dos homens, ou 65 anos, no caso das mulheres, têm o dobro de chances de desenvolver doenças cardíacas. Filhos e parceiros também têm um risco mais elevado por conta de questões genéticas ou por causa de fatores de estilo de vida, como fumo e dieta. Embora várias pesquisas já tenham sugerido testar parentes de vítimas, isso raramente é colocado em prática. O novo estudo quantifica a vantagem de se fazer isso. Riscos individuais Os pesquisadores estimaram que os 15.600 pacientes internados por ataques cardíacos em 2004 na Inglaterra e no País de Gales teriam aproximadamente 32 mil irmãos. Eles calcularam que 218 deles teriam um ataque cardíaco em um período de um ano e 1.148 apresentariam o problema num período de cinco anos, mas quatro em cada dez casos poderiam ser prevenidos. Os riscos individuais são avaliados com base em fatores de estilo de vida como dieta e fumo, além de questões como peso, pressão sanguínea e nível de colesterol. As atuais recomendações são de que qualquer um com um risco de 20% de ter um ataque cardíaco ou um derrame num período de dez anos deveria receber tratamento preventivo, tais como o uso de estatinas, drogas para reduzir o colesterol. A coordenadora da pesquisa, Jill Pell, diz que um possível método para evitar ataques cardíacos seria avaliar toda a população adulta, mas afirma que isso seria uma tarefa grande demais. “O que estamos sugerindo é que poderíamos fazer isso de maneira muito mais eficiente”, diz ela. “Para cada 14 pessoas internadas com um ataque cardíaco poderíamos salvar outra.” A equipe de pesquisadores planeja agora um projeto piloto em Glasgow para analisar o impacto de um programa de avaliação de potenciais vítimas em um movimentado hospital da cidade. |
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