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Local de morte de Diana atrai fãs e curiosos em Paris | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O local onde a princesa Diana morreu em um acidente de carro na capital francesa em 1997 está atraindo fãs, curiosos e turistas nesta sexta-feira, que querem prestar homenagens ou conhecer o lugar por ocasião do décimo aniversário de sua morte. Nos últimos dias, as pessoas vêm deixando flores, fotos e mensagens na escultura situada sobre o túnel de l’Alma, próximo à Torre Eiffel, onde ocorreu o acidente fatal. A obra dourada que reproduz a chama da Estátua da Liberdade, construída dez anos antes da morte de Diana e oferecida pelo jornal International Herald Tribune como símbolo da amizade franco-americana, acabou se transformando em uma espécie de memorial à princesa em Paris. Neste ano de homenagens especiais, não foi realizada, no entanto, uma vigília nos arredores da ponte de l’Alma durante a madrugada do dia 31, como ocorreu em alguns anos anteriores. Na quinta-feira, véspera do aniversário, os jornalistas em frente à estátua em forma de chama eram mais numerosos do que os admiradores de Diana, segundo a imprensa francesa. Mesmo assim dezenas de mensagens foram deixadas no local nos últimos dias e muitos turistas que visitam Paris atualmente querem conhecer e tirar fotos do lugar. Peregrinação Para o antropólogo e psiquiatra Guy Lesoeurs, autor do livro Diana da ponte de l’Alma – Os peregrinos da chama, o acidente da princesa não apenas causou um “dilúvio de reportagens”, mas também criou uma verdadeira peregrinação ao local. “É uma peregrinação turística, mas sobretudo transcultural. As pessoas vêm do mundo inteiro. Todas as profissões e países estão representados”, diz ele. “Podemos chamá-los de turistas, mas acho que vai mais longe do que isso porque há um ritual para tirar as fotos, depositar flores e imagens que são deixadas como ícones da Diana”, afirma Lesoeurs, que pesquisou e analisou durante três anos o comportamento das pessoas que visitam o local do acidente. Seu livro foi lançado em 2005, mas, por ocasião do aniversário dos 10 anos da morte de Diana, várias novidades chegaram às livrarias na França. Quinze livros sobre a princesa foram lançados nos últimos dias no país. “Na França, Diana continua vendendo”, escreve o jornal Le Figaro. Segundo cálculos do jornal, 100 mil exemplares no total foram colocados no mercado recentemente, 30 mil apenas para “Diana: Choque Íntimo”, da jornalista americana Tina Brown, sucesso de vendas nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha. Na França foi criada a Associação para um Monumento a Diana. Seus membros acham uma “vergonha” que não exista nenhuma placa comemorativa em homenagem à princesa que morreu em Paris. |
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